28 Setembro 2022

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Fogo: ONG CERAI disponibiliza apoio ao MDR na assistência ao centro pós colheita e formação

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Actualizado a 21/01/2015, 13:13 São Filipe, 21 Jan (Inforpress) - O Centro de Estudo Rural e Agricultura Internacional (CERAI), uma organização não-governamental que apoiou mulheres produtoras de São Vicente, vai alargar o seu campo de actuação à ilha do Fogo, apoiando a delegação do Ministério do Desenvolvimento Rural. Na sequência de uma primeira visita de contacto com a realidade da ilha, efectuada por uma equipa técnica do CERAI, ficou estabelecido que esta ONG vai dar apoio a componente de assistência social ao centro pós colheita de Monte Barro, no sentido de melhorar a sua produção após a entrada em funcionamento. O delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) na ilha do Fogo, Elisângelo Moniz, disse à Inforpress que na sequência da visita da equipa e com deslocação a parcelas agrícolas e visitas aos criadores em vários pontos da ilha, o CERAI, que trabalha com a componente da agricultura orgânica, se disponibilizou para ministrar uma formação nas áreas de produção de fertilizantes orgânicos e controlo de pragas. A formação está agendada para meados de Março/Abril deste ano e, segundo Elisângelo Moniz, vai permitir aos agricultores da ilha, que utilizam fertilizantes orgânicos (estrumes) a melhorar a qualidade da produção. Esta ONG, conforme explicou, pode melhorar os fertilizantes orgânicos utilizados actualmente na prática agrícola na ilha como também podem diversificar a sua produção, incluindo em forma de adubo líquido que podem ser introduzidos nas redes das parcelas dos agricultores. Com relação ao centro pós colheita de Monte Barro, propriedade do MDR e cuja gestão foi confiada a “Fogo Fresh Distribuidora”, filial da empresa de agronegócio Capital Consulting, está inactivo porque esta empresa rompeu o contrato na sequência do desentendimento sobre a utilização do espaço para acolher donativos para as vítimas da erupção vulcânica. Segundo Elisângelo Moniz, um novo concurso está sendo preparado para contratualizar uma nova empresa para assegurar a gestão e funcionamento do centro pós-colheita, anotando que a ideia é ter a componente social devidamente equacionada com a ONG CERAI para que o centro possa funcionar sem problemas de maior. Já no quadro do projecto de segurança alimentar, financiado pelo Japão e cujo objectivo é de garantir as famílias algum rendimento e poder melhorar a segurança alimentar, o delegado do MDR assegurou que parte dos animais vai ser entregue às famílias de Santa Catarina do Fogo na sexta-feira, 23. Nesta fase, 10 famílias vão receber os animais ruminantes (cabras) que estão comprados e os criadores estão a pressionar a delegação do ministério para proceder a entrega às respectivas famílias devido ao mau ano agrícola. Elisângelo Moniz disse que em relação às galinhas de campo, que se destinam a 30 famílias do município de Santa Catarina do Fogo, a mais pobre da ilha, disse que como metade afundou-se no navio Vicente e a outra metade ainda não está disponível, vai-se explicar as famílias no sentido de aguardarem mais alguns dias até a resolução do problema. JR Inforpress/Fim