Erução vulcânica: Prioridades são realojar as vítimas e criar fontes de rendimento diz ONU

Sábado, 06 Dezembro 2014

O realojamento e a criação de fontes de rendimento são as principais prioridades de todas as entidades que estão apoiar as famílias desalojadas após o vulcão que assola a ilha cabo-verdiana do Fogo há 14 dias.

A afirmação foi feita hoje à agência Lusa em São Filipe, por Teresa Encarnação, oficial para os assuntos humanitários da Equipa das Nações Unidas para Avaliação e Coordenação de Resposta a Desastres (UNDAC, na sigla inglesa)e chefe adjunta da missão de 10 elementos que a agência da ONU enviou para Cabo Verde para apoiar as operações de assistência aos desalojados de Chã das Caldeiras.

«A maior parte da população afetada (quase 1.500 pessoas) sobrevive da agricultura de subsistência e tem gado. Ao serem retirados das zonas que habitavam é difícil trazer o gado para os locais de acolhimento, que se encontram num local mais urbano e não rural, e não ter acesso à sua colheita de subsistência», explicou.

O problema agrava-se porque a quase totalidade das famílias retiradas de Portela e Bangaeira - as principais localidades de Chã das Caldeiras, planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos na ilha do Fogo - necessitam do rendimento que a agricultura e pecuária lhes proporcionam.

«O desafio está aí, a par do aspeto emocional, pois são muito ligados à terra e será muito difícil pedir-lhes para abandonarem a zona e o ideal será encontrar um meio termo», acrescentou Teresa Encarnação, portuguesa que trabalha na sede da agência, na Suíça.

Paralelamente, sublinhou, há toda a necessidade de se identificar um local, definitivo ou não, para instalar as famílias afetadas - cerca de 850 pessoas estão nos três centros de acolhimento instalados no Fogo -, que terá de ter em conta a proximidade de Chã das Caldeiras, parcialmente soterrada pela lava que jorra desde 23 de novembro.

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