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Erupção Vulcânica: Responsáveis do Projecto VITIS manifesta apoio aos viticultores de Chã das Caldeiras

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Actualizado a 12/02/2015, 11:01 São Filipe, 12 Fev (Inforpress) – O projecto VITIS, que consiste no resgate agronómico e a optimização do potencial de castas de videiras autóctones dos arquipélagos da Macaronésia , está disponível para apoiar os viticultores de Chã das Caldeiras na construção e equipamento da nova adega. A disponibilidade foi manifestada por um dos responsáveis do projecto VITIS, sedeado nas Ilhas Canárias, que na quarta-feira terminou uma missão à ilha e se reuniu com os viticultores de Chã das Caldeiras e com os presidentes das Câmaras Municipais de Santa Catarina e de São Filipe. Depois de se inteirar da destruição, o projecto VITIS , que tem cooperado com a adega/cooperativa de Chã das Caldeiras,  através de uma parceria estabelecida com a edilidade de Santa Catarina,  há alguns anos, manifestou a intenção de dar continuidade ao processo de colaboração que nesta fase poderá passar pelo apoio na construção de uma nova adega e o seu equipamento. João Aqueleu Barbosa Amado, edil de Santa Catarina , disse que o responsável do projecto predispôs para apoiar na elaboração do projecto da nova adega, devendo a edilidade formular o pedido expresso nos próximos dias , assim que for definida a área para a localização dessa nova infra-estrutura. O VITIS é uma iniciativa do Cabido Insular de Tenerife (Canárias) e conta com as parcerias do Instituto Canário de Investigação Agrário (ICIA), do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), bem como da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, cujo território dispõe de uma vasta área de cultivo de videira de sequeiro, e da adega/cooperativa de Chã das Caldeiras, produtora dos vinhos Chã, infra-estrutura que foi consumida pelas lavas da erupção de 23 de Novembro de 2014. Os viticultores de Chã das Caldeiras e os sócios da adega Chã já definiram o sítio para a construção da nova adega.  Segundo David Gomes Monteiro “Neves”, um dos responsáveis da cooperativa, o “Cabo Nho Ernesto”, no interior da caldeira, entre Boca Fonte e Portela, é o espaço ideal para receber a nova infra-estrutura e mereceu a escolha dos associados da cooperativa, aguardando pela aceitação ou definição do novo espaço pelas autoridades governamentais. A escolha do espaço foi comunicado às autoridades locais, na terça-feira, durante um encontro entre alguns sócios e responsáveis da adega, presidentes das Câmaras de Santa Catarina e São Filipe, delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) e coordenação do Parque Natural do Fogo (PNF). João Aqueleu confirmou o encontro, mas assegurou que nada ficou decidido sobre a localização, que, segundo o mesmo , será objecto de análise no “fórum de reconstrução da ilha do Fogo”, anunciado para Janeiro/Fevereiro,  mas que ainda não tem uma data definitiva. No encontro, os viticultores presentes solicitaram a reabertura de acesso entre Portela e Bangaeira , para facilitar os viticultores com parcelas nas zonas de Montinho e Piorno, obrigados neste momento a percorrer a pé cerca de 30 quilómetros (ida e regresso), assim como o acesso na Portela para Monte Losna , igualmente para facilitar a vida dos viticultores que estão envolvidos na campanha de poda das videiras e outras fruteiras. João Aqueleu,  para quem o processo tem sido lento, disse que a questão de acesso reivindicada pela população de Chã será objecto de apreciação e decisão do Gabinete de Reconstrução da ilha do Fogo, cuja uma missão chega esta quinta-feira à ilha do Fogo para definição de estratégias de reconstrução. JR Inforpress/Fim  
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