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Fogo: Pesca e pecuária dominam projectos financiados em 2014 pelo POSER – Alindo Brandão

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Actualizado a 06/02/2015, 07:20 São Filipe, 06 Fev (Inforpress) – Os sectores da pesca e da pecuária dominam as actividades geradoras de rendimento financiadas no ano passado pela Comissão Regional de Parceiros (CRP), no quadro do projecto de oportunidades socioeconómicas no meio rural (POSER). Alindo Brandão, presidente da Comissão Regional de Parceiros (CRP), disse à Inforpress que, entre Novembro e Dezembro do ano passado, foram financiadas e iniciadas a execução de 21 actividades geradoras de rendimento (AGR), das 45 que solicitaram o financiamento, notando que dois terços dessas actividades foram para o sector da pesca (09) e pecuária (05). Além da pesca e da pecuária, as outras actividades financiadas em 2014 foram artes e ofícios (04), agro-negócio (02) e melhoria de habitação social (01). O orçamento de 2014 para investimentos em projectos de promoção de emprego e actividades geradoras de rendimento (AGR) no meio rural, sustentabilidade das famílias, sobretudo as chefiadas por mulheres e vulneráveis, era de 15.798 contos, sendo que 85 por cento (%) era para AGR, 07% para acesso a serviços básicos como água e electricidade e 08% para o fundo de sustentabilidade. Do total orçamento, apenas cerca de 50% foram transferidos, o que impossibilitou o financiamento de mais projectos, obrigando assim o adiamento de mais de metade das solicitações para o ano de 2015. No sector da pesca e, conjuntamente com o remanescente do projecto BADEA, a CRP encomendou 18 motores para as embarcações tradicionais de pescas, sendo 11 de oito cavalos e sete de cinco cavalos, que devem chegar à ilha ainda no decurso do mês de Fevereiro, para posterior entrega aos pescadores de diferentes comunidades, juntamente com outras oito embarcações (botes), segundo Alindo Brandão da CRP. Para o sector da pecuária, Brandão afirmou que está em curso a execução de uma pocilga individual, que contempla a disponibilidade de leitões e de ração para um período de seis meses, e de dois currais, cujos beneficiários serão também contemplados com raças melhoradas de caprino e ração para um período de seis meses. Este responsável da CRP disse que esta instituição tem privilegiado os sectores da pesca e da pecuária, por serem mais rentável, sublinhando que financiou, igualmente, duas lojas de venda de materiais de pescas nas comunidades de Monte Vermelho e Cova Figueira (Santa Catarina) e que as pessoas estão a equacionar a possibilidade de também passar a vender combustíveis para a pesca, para facilitar a vida dos pescadores. Para 2015, o programa de investimento ronda os 25.500 contos, dos quais 38% para projectos que transitaram de 2014, devido atraso na transferência das verbas, e os restantes, 62% para projectos de 2015, que, segundo Alindo Brandão, vai na mesma linha, privilegiando actividades ligadas à pesca (motores e botes), pecuária (melhoramento de raças, currais e pocilgas), irrigação, artes e ofícios e o financiamento de uma padaria industrial de um grupo de jovens de Feijoal (Mosteiros). Além das actividades implementadas no quadro do POSER, a CRP, segundo Alindo Brandão, executou outros projectos, através do remanescente do projecto financiado pelo BADEA, abrangendo áreas da pesca, irrigação e abastecimento de água às comunidades. Assim, depois do projecto de adopção de água a Cutelo Alto (Mosteiros), a CRP co-financiou, juntamente com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias/Câmara de Santa Catarina, Águabrava e Associação de Desenvolvimento Comunitária, o projecto de adopção de água a Tinteira, cuja rede principal está concluída e mais de metade das 70 famílias já dispõe de ligações domiciliárias. Para 2015 e no quadro do orçamento de investimento de oito mil contos, a CRP vai participar no financiamento de sistema de adopção de água a Monte Escora (Santa Catarina), Ramargosa (nas proximidades da cidade) e comparticipar no projecto de abastecimento de águia a zona norte da ilha do Fogo, entre Pico Lopes e Campanas de Cima. Igualmente, esta instituição poderá vir a implementar as actividades geradoras de rendimento para as famílias deslocadas de Chã das Caldeiras, na sequência da erupção vulcânica de 23 de Novembro de 2014. JR Inforpress/Fim  
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