28 Junho 2022

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Agnelo Montrond acusa Câmara Municipal de São Filipe de burla

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Agnelo Montrond (foto) acusa a Câmara Municipal de São Filipe de revender indevidamente a um terceiro o lote de terreno que há cerca de dois anos adquiriu à edilidade na zona de Cutelo de Açúcar. Para Montrond, potencial candidato às próximas eleições autárquicas nos Mosteiros, “esta atitude de Luís Pires é uma falta de respeito”. Inconformado, promete recorrer ao Tribunal da Comarca de São Filipe para pedir a nulidade da revenda. A autarquia informa entretanto que já tem uma solução para este imbróglio. Num exclusivo ao A Semana, Agnelo Montrond conta que em Agosto de 2013 esteve na ilha do Fogo e adquiriu junto da Câmara Municipal de São Filipe um lote de terreno com cerca de 300 metros quadrados em Cutelo de Açúcar. Nesta zona de expansão urbana, os lotes são vendidos a mil e seiscentos escudos o metro quadrado (preço habitacional), acrescido de uma taxa de infra-estruturação de 30 por cento. Já nas áreas destinadas a infraestruturas turísticas, cada metro quadrado de terreno é comercializado acima de dois mil escudos. Ora, Agnelo Montrond diz que cumpriu todo o disposto no contrato de compra e venda "mas meses depois soube que o lote tinha sido indevidamente revendido a um terceiro". Contactei o presidente da Câmara Municipal, Luís Pires, por diversas vezes mas ultimamente as minhas mensagens electrónicas são ignoradas", afirma o emigrante. No entanto, num dos últimos e-mails que recebeu da Câmara Municipal de S. Filipe, a edilidade reconhece que falhou ao revender o terreno adquirido por Montrond. E também que já não é possível voltar atrás. Daí que a solução passa por "negociar a compra de um novo lote" do interesse do emigrante, escreve a responsável pelo Gabinete Técnico Municipal, a arquitecta Mónica Ester Vicente. Câmara diz ter solução Contactado por A Semana, o presidente da Câmara de S. Filipe não quis alongar-se sobre o assunto. Luís Pires afirmou apenas que "já foi encontrada uma solução. O Gabinete Técnico Municipal informará Agnelo Montrond". Mas o emigrante diz que "paciência tem limites”e vai, por isso, nos próximos dias avançar com um processo judicial em que pede a nulidade da revenda feita pela edilidade. "Quis investir no Fogo, mas o desapontamento é tanto que já mudei de ideia. É tamanha a falta de respeito que o edil Luís Pires tem demonstrado para com um camarada, potencial candidato à Câmara Municipal dos Mosteiros e um cidadão caboverdiano-americano", diz Agnelo Montrond. O caso já é do conhecimento do Ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga, e do Cônsul-Geral de Cabo Verde nos Estados Unidos, Pedro Graciano. Nicolau Centeio
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