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São Filipe: Cerca de 200 criadores de gado da zona sul credenciados para beneficiar de descontos na aquisição de ração

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Actualizado a 03/02/2015, 00:09 São Filipe, 03 Fev (Inforpress) – Um total de 180 criadores de gado da zona sul e centro da ilha do Fogo estão credenciados para, nos próximos três meses, beneficiarem de desconto de 50 por cento (%) na aquisição de milho e ração para alimentação dos gados. O delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), Elisangelo Moniz, disse à Inforpress que os 180 criadores credenciados dispõem de um efectivo pecuário superior a cinco mil cabeças de entre caprino, bovino e outras espécies, indicando que uma primeira tranche de alimentação para animais (milho, ração de manutenção e produção para bovinos e caprinos) foi colocada à disposição dos criadores e uma segunda tranche chega esta terça-feira à ilha. A aquisição de milho e ração é feita com base num cálculo elaborado por uma equipa técnica. Para os próximos três meses, um criador por exemplo que dispõe de 10 bovinos e 40 caprinos está credenciado a comprar 22 sacos de milho, 14 sacos de ração para manutenção e 07 sacos de ração para a produção. Quer o milho quer a ração para manutenção, como para produção, são vendidos a metade do preço real, sendo que cada saco de milho de 50 quilos será disponibilizado aos criadores por 1.280 escudos, saco de ração de 50 quilos para manutenção de gado bovino a 1.860 e de produção a 1.941 escudos e os casos de ração de 40 quilos para manutenção e produção respectivamente a 1.468 e 1.552 escudos. O preço de ração para manutenção e produção de gado caprino é ligeiramente inferior ao do gado bovino. Elisangelo Moniz afirmou que o milho e ração são disponibilizados por uma empresa com sede em Santiago, que, através de um acordo celebrado com a Associação dos agricultores e criadores de gado de São Filipe e Santa Catarina do Fogo, fornece os produtos para comercialização na ilha, onde dispõe de um posto de venda em Patim, situado a 10 quilómetros a sul da cidade de São Filipe. A ideia, conforme explicou o delegado do MDR, é ter os alimentos mais perto dos criadores. Por isso e face a reivindicação de alguns criadores, a delegação está a ultimar uma listagem para enviar à empresa fornecedora, no sentido de encontrar parcerias e abrir novos postos de venda mais próximos dos criadores. Além de disponibilizar alimentos em condições mais favoráveis, o plano de salvamento de gado, em curso neste momento, tem outras valências, como a melhoria do acesso a água, pastos e assistência técnica. Elisangelo Moniz disse que a ideia é “abrir frentes de trabalho para a recolha de pastos em que serão envolvidos os criadores e agricultores”, notando que o próprio MDR vai promover a recolha e a conservação de pastos para a sua disponibilização a preço acessível aos criadores, sobretudo da zona sul. Além da recolha de pastos, o plano prevê a construção de três bebedouros de animais e a recuperação de um outro, entre Brandão (São Filipe) e Fonte Aleixo-sul (Santa Catarina), zona de maior concentração de criadores, indicando que os bebedouros serão ligados à rede de adoção de água para agricultura e a um custo mais acessível. Quanto à possibilidade de reposição, por parte da empresa fornecedora dos alimentos disponibilizados para apoiar na alimentação dos animais das famílias deslocadas de Chã das Caldeiras e que afundou no navio Vicente a 08 de Janeiro, Elisangelo Moniz disse que a questão está sendo tratada a nível central. O donativo da organização de protecção de animais “Word Animal Protection” estava orçado em cerca de 15 mil dólares, sendo 11 mil dólares de alimentação para pequenos ruminantes (cabras e carneiros), cerca de 1.500 dólares para animais como burros e cavalos e cerca de quatro mil dólares na aquisição de alimentos para cães e gatos. JR  
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