25 Junho 2022

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Parlamento: PAICV e MPD trocam acusações à volta dos deslocados Fogo

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A declaração política do MPD esteve a cargo do deputado Jorge Nogueira, para quem à medida que o tempo passa, a situação dos desalojados de Chã das Caldeiras está a piorar ao invés de melhorar, mostrando-se particularmente preocupado com as crianças. “A saída das pessoas de Chã foi sacrificada e maçadora e o principal culpado foi o Governo - não construiu a estrada alternativa via Monte Velha (prometida há tantos anos) e não cuidou das medidas de protecção civil à altura das necessidades do Fogo” afirma Jorge Nogueira, não sem antes acusar o Governo de ter "minimizado os alertas em relação à catástrofe". Crítica às condições de habitabilidade Dizendo que a população de Chã das Caldeiras está descontente pela forma como está a ser tratada, o deputado ventoinha lembra que a erupção já vai no seu 64º dia e até agora pouco se fez para responder às necessidades de quem perdeu tudo ou quase tudo com o avançar das lavas. Reportando um cenário desumano, para Jorge Nogueira tudo vai mal com as vítimas da erupção do Fogo, desde a qualidade da alimentação fornecida à escassez de produtos de higiene pessoal, passando por falta de água durante 12 dias em Monte Grande. “As poucas portas e janelas colocadas nas construções de 1995 são de péssima qualidade e já começaram a degradar-se”, porque feitas na base de um contrato para proteger amigos”. Mais: “passados 64 dias há crianças a viver em casas sem portas nem janelas. Há recém-nascidos de um mês de idade a viver em tendas de plástico, num calor insuportável durante o dia e num frio de rachar à noite. Mais: as casas continuam sem electricidade, apesar das zonas serem electrificadas. Uma situação que, segundo o MpD, há muito podia estar resolvida com vontade política do Governo porque a 100 metros das habitações em Achada Furna existem 40 “Casas para Todos” completamente concluídas mas fechadas. A um quilómetro há mais 20 casas que se juntam às 52 nos Mosteiros, todas fechadas. A resposta do PAICV A resposta do PAICV não tardou. Chegou pela voz do líder parlamentar Felisberto Vieira que censurou o discurso "rasteiro e demagógico" do colega da oposição, dizendo que um político e um partido que se prezam não deviam procurar dividendos políticos na desgraça do seu povo. "Por causas naturais", sublinhou. Acusando o MPD de falta de habilidade política para tornar também sua esta causa em prol do Fogo e dos deslocados de Chã das Caldeiras, o líder do PAICV sustentou que com essa "Declaração Política" a oposição desperdiçou uma grande oportunidade para uma sintonia política forte com o Governo e a maioria que o sustenta no Parlamento mostrando que, quando se trata do bem estar dos cabo-verdianos, as questiúnculas políticas ficam sempre em segundo plano. Isso, na linha do que vem defendendo o líder do MpD, Ulisses Correia e Silva, pontua Filú. Em jeito de remate, o líder parlamentar do PAICV avança que recursos estão a ser mobilizados entretanto para a ingente tarefa de reconstrução do Fogo, que tem de acontecer de forma pensada e planeada, para evitar que a pressa nos faça cair nos erros do passado - soluções a toque de caixa que no futuro podem dar a sensação de dinheiro jogado fora, como aliás aconteceu durante a erupção de 1995. A partir daí a conversa descambou para um nível absolutamente lamentável tendo em conta tratar-se de deputados da Nação, na Casa Parlamentar - com troca de ofensas directas e questionamentos de carácter. Sanny Fonseca
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