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Erupção Vulcânica: É necesário salvar colheita de 2015 e permitir aos viticultores produzir o próprio vinho – padre Fasano

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Actualizado a 25/01/2015, 01:14 São Filipe, 25 Jan (Inforpress) – O padre Octávio Fasano, da Associação de Solidariedade e Desenvolvimento Económico (ASDE), defende a necessidade de salvar a colheita de 2015 e permitir aos viticultores de Chã continuarem a produzir o próprio vinho de forma “livre e autónoma”.   Numa conversa exclusiva com a Inforpress, padre Octávio Fasano, responsável da ASDE, proprietária da vinha de Maria Chaves e da adega de Monte Barro, afirmou que a situação dos viticultores de Chã das Caldeiras, cuja adega e outras infraestruturas foram destruídas pelas lavas da última erupção, “é grave, e as estruturas de Monte Barro estão disponíveis para prestar apoios aos viticultores de Chã” na produção de vinho. Depois do encontro com Franz Egger, recrutado pelo Gabinete de Crise para ajudar os viticultores na identificação do local para a construção da nova adega, com responsável da adega Chã e com os três presidentes das câmaras municipais do Fogo, a ASDE e os “amigos italianos", numa “acção correcta”, disponibilizou as estruturas da adega para a produção independente e autónoma do vinho Chã em 2015”. “Como padre e pessoa que ama muito Cabo Verde é meu dever de colaborar com os viticultores de Chã das Caldeiras”, disse Octávio Fasano. Segundo a mesma fonte, a estrutura de Monte Barro, pensada e instalada para servir o futuro da ilha e de Cabo Verde, já que o sonho do padre é ver toda a área situada entre os 500 e 900 metros de altitude coberta de videira, dispõe de uma “grande capacidade” e coloca a disposição dos viticultores de Chã a disponibilidade para transformação de mais de 50 toneladas de uva. A disponibilidade, conforme disse, é imediata, mas observa, que é necessário estabelecer um acordo escrito entre a ASDE e os viticultores de Chã das Caldeiras, sobretudo com adega Chã, e com os três presidentes das câmaras municipais. Indicou que há espaço suficiente para adega produzir o vinho de Maria Chaves e para também os viticultores de Chã das Caldeiras produzirem o deles. Além da adega, a ASDE, segundo padre Octávio Fasano, disponibiliza também o seu armazém aos viticultores para armazenamento dos seus produtos para posterior comercialização, indicando que esta abertura é para também salvar a própria economia da ilha do Fogo. A adega de Monte Barro que há dois anos, 2013, comprou matéria-prima (uva) nos viticultores de Chã das Caldeiras para a produção do vinho Maria Chaves, segundo Octávio Fassano, “por respeito” aos produtores de Chã não vai adquirir este ano matéria-prima nos viticultores de Chã mesmo que estes venham a optar pela não utilização da adega de Monte Barro para a produção do vinho Chã. “É muito importante que a adega/cooperativa Chã realize a sua própria produção. Temos o nosso projecto de produção e eles têm o deles e trabalhamos de forma independentes”, disse Octávio Fasano. Segundo o mesmo, a adega de Monte Barro tem o seu enólogo, mas no caso de os viticultores optaram por utilizar o espaço vão ser disponibilizados os equipamentos e materiais e toda a técnica de produção será da própria adega/cooperativa Chã, “sem quaisquer interferências” dos técnicos da adega de Monte Barro. A erupção vulcânica que destruiu os principais povoados de Chã das Caldeiras no dizer do padre é “muito triste”, mas talvez poderá ser também um passo e uma ocasião para renovar a realidade de Chã das Caldeiras e constituir uma “coisa nova” para o turismo e o ambiente. JR Inforpress/Fim  
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