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Erupção vulcânica: Quase 100 anos de história de Chã das Caldeiras consumida pelas lavas emitidas em 15 dias

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Actualizado a 08/12/2014, 00:10 ***Jaime Rodrigues, da Inforpress*** São Filipe, 08 Dez (Inforpress) – Os dois povoados principais de Chã das Caldeiras, Portela e Bangaeira, que entre 2015 e 2017 completariam um século da sua existência foram consumidos em 15 dias de erupção, destruindo uma história construída durante cerca de 100 anos. Esta erupção, a 27ª de que há registo na história do vulcão do Fogo desde 1500 é das mais devastadoras de que se tem memória, pelo menos em Chã das Caldeiras que desde o início do seu povoamento já viveu três erupções, 1951, 1995 e 2014. A maior parte da população de Chã das Caldeiras que viveu a erupção de 1995 nunca imaginava que um dia podia assistir a destruição das comunidades e nem tão pouco que as ruas de Portela pudessem transformar-se num autêntico rio de lavas, semeando a destruição. Muitos dos habitantes, sobretudo de Bangaeira que concentraram de madrugada junto à entrada na tentativa de chegar ao local antes que as lavas levassem tudo, ao chegarem ao Monte Amarelo, que nesses dias tem servido de refúgio e abrigo para as pessoas e bens, não resistiram ao cenário de destruição e regressaram aos centros de acolhimento num silêncio fúnebre. Um grupo que deixou Monte Amarelo, que protege e separa os povoados de Portela e Bangaeira, por volta das 15:00 de domingo, 15º dia da erupção vulcânica, fazendo o percurso de cerca de 10 quilómetros a pé e acompanhado pelo jornalista da Inforpress, mais perecia um cortejo fúnebre e numa espécie do adeus a Chã das Caldeiras. Apesar do cenário de destruição quase total de Chã das Caldeiras, muitas pessoas, sobretudo jovens, garantem que não vão abandonar a localidade e mostram-se disponíveis para “pedra a pedra transformar a lava e reerguer das cinzas a terra destruída, consciente de que não se trata de uma tarefa fácil e do risco eminente”. No interior da caldeira já ocorreram 11 erupções vulcânicas de que há registo, sendo oito antes da ocupação deste espaço pelo homem e três após a sua ocupação (1951, 1995 e 2014). JRInforpress/Fim
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