27 Junho 2022

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Simetec quer apoiar familiares dos náufragos do Vicente

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O Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Comunicações e Turismo (Simetec) solidariza-se com os familiares das vítimas do navio Vicente e disponibiliza-se para ajudar nas acções que entenderem desencadear em defesa dos seus direitos. Segundo Tomás de Aquino, o Simetec vai apurar se a documentação do navio estava em ordem para, juntamente com as autoridades, reivindicar o direito das famílias.

No caso dos passageiros, o sindicalista explica que, normalmente, são protegidos pelo seguro de casco. Aquino teme, no entanto, que o barco não cumpra esta obrigação: "Neste momento, há relatos de que a maioria dos navios que operarem em Cabo Verde não fazem o seguro de casco, que protege as pessoas a bordo”, desabafa, aproveitando para manifestar publicamente aos familiares das vítimas do Vicente.

O presidente do Simetec entende que as famílias das vítimas estão desamparadas. Incentiva, por isso, as equipas de buscas a fazerem tudo ao seu alcance no sentido de encontrar os desaparecidos. “Exigimos das autoridades competentes uma investigação rigorosa para apurar as responsabilidades deste grave acidente, do qual resultou perda de vidas. É preciso identificar as causas e tomar as medidas necessárias para se evitar outros acidentes no futuro, responsabilizando severamente os culpados”, pontua.

Tomás de Aquino pede ainda às autoridades para dotar as autoridades marítimas de competências e meios - humanos e materiais – para poderem exercer com eficiência e eficácia as suas funções, pondo cobro à sensação de insegurança existente no sector marítimo e portuário. “Não é normal que num espaço de sete anos se tenha registado oito acidentes, com perdas de vidas humanas e prejuízos materiais", realça.

Destacou a necessidade de chamar "a atenção pelo facto de não se conhecerem os resultados das investigações iniciadas na sequência dos acidentes anteriores ao do navio Vicente. Tivessem sido apuradas as reais causas desses acidentes e se medidas adequadas tivessem sido tomadas oportunamente ter-se-ia evitado este e outros acidentes".

O sindicalista pede ainda mais formação e treino para os marítimos. Isso porque, afirma, relatos dos sobreviventes indicam que se os tripulantes tivessem um melhor treino e formação, possivelmente salvariam mais vidas. Diz Tomás de Aquino que houve alguma confusão e não se prestou o socorro devido. Aliás, assevera, são os próprios marítimos a reclamar mais formação e fiscalização do sector.

Outro assunto que preocupa o Simetec é a não divulgação dos resultados das investigações aos acidentes e das medidas adoptadas para prevenir acidentes e combater a sensação de segurança. Estas são questões que foram levantados recentemente num fórum sobre trabalho marítimo e portuário, patrocinado pelo Ministério das Infra-estruturas e Economia Marítima, remata este sindicalista.

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