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Ilha do Maio: Passageiros do antigo falucho Belmira lembram naufrágio de há 34 anos

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Actualizado a 15/01/2015, 18:03 Porto Inglês, 15 Jan (Inforpress) – Os passageiros do antigo falucho Belmira, que se perdeu no trajecto Pedra Badejo-Maio e que foi parar à Guiné-Bissau, lembram os momentos de angústia do naufrágio que aconteceu há precisamente 34 anos. Tudo aconteceu no dia 15 de Janeiro de 1981, quando o falucho Belmira, capitaneado por Tchico Tuda, que fazia a ligação frequente entre a então vila de Pedra Badejo e Porto Inglês, perdeu o rumo por causa de uma temporal e bruma seca. Por esta razão, segundo conta o ex-mestre do “Belmira”, Samuka, passaram junto da ilha do Maio, mas não conseguiram ver terra e quando amanheceu já estavam a mais de uma milha ao largo da ilha. Conforme o contou, o falucho que tinha seis tripulantes e cinco passageiros incluindo uma criança de 6 anos, esteve a deriva durante 14 dias no mar até que conseguiram aportar na ilha do Como, na Republica da Guiné-Bissau. Durante esse período, as 11 pessoas sentiram falta de água, por isso tiveram que consegui-la a partir da água da chuva, colocando uma lona acima do porão e graças a isso conseguiram sobreviver. Segundo conta Samuka foram surpreendidos por um temporal acrescido de bruma seca que se fazia sentir naquele momento, contudo explica que caso fosse feito a busca “de forma objectiva” podiam resgata-los no mesmo dia, porque ainda estavam perto da ilha do Maio. “Quando passaram mais de cindo dias sem ver terra, os passageiros começaram a desanimar, mas como o capitão já conhecia a rota porque fazia viagens de longo curso ele é que nos encorajava dizendo que iríamos encontrar terra firme, e assim os dias foram passando até que fomos parar a ilha do Como, onde encontramos pessoas um pouco diferente de nós mas nos acolheram conforme podiam”, apontou. Da ilha guineense foram levados para a vizinha República do Senegal, onde estiveram por dois dias até apanharem o voo para ilha do Sal e no mesmo dia seguiram para a ilha do Maio, com escala na Cidade da Praia, onde foram recebidos com “muita alegria misturado com lágrimas”. Hoje, o falucho Belmira encontra-se na praia de beach rotcha a apodrecer, apesar dos esforços da edilidade maiense em recupera-lo e coloca-lo num outro espaço, mas tal não tem surtido efeito porque os familiares ainda não permitem tal intervenção. WN Inforpress/Fim
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