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Naufrágio: Sem assunção das responsabilidades não há mudança de atitude - MpD

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Actualizado a 12/01/2015, 13:47 Cidade da Praia, 12 Jan (Inforpress) – As responsabilidades devem ser assumidas para poder haver uma mudança de atitude quanto ao naufrágio do navio Vicente na ilha do Fogo, considerou hoje a vice-presidente do Movimento para a Democracia (MpD-oposição), Janine Lélis.   Em conferência de imprensa na Cidade da Praia para reagir às acusações da presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-no poder), Janira Hopffer Almada, que atribuiu responsabilidades políticas ao MpD “no desmantelamento da frota marítima na década de 90”, Janine Lélis afirmou que as culpas devem ser “cabalmente assumidas”, já que vidas humanas foram perdidas. “De uma vez por todas o Governo deve assumir as suas responsabilidades, porque quando não há assunção da responsabilidade, não há uma mudança de atitude e não há alterações, ou seja, se continuarmos nesta linha não se vai responsabilizar ninguém por nada e tudo vai ser fruto do acaso”, frisou. Segundo Janine Lélis, o naufrágio do navio Vicente na noite de quinta-feira, 08, a quatro milhas do porto de Vale dos Cavaleiros (Fogo), com 26 pessoas a bordo, é uma situação que exige a responsabilização que passa por “assumir que o que aconteceu é grave”. “As declarações da presidente do PAICV foram infelizes, não traduzem o sentido de responsabilidade deveria ter numa situação como esta”, sublinhou a mesma fonte, precisando que a “tentativa de desresponsabilização não colhe” porque o Governo já tem três mandatos a governar, e neste momento de dor, “não deveria atirar a culpa para a antiga governação do MpD”, já que o país viu e assistiu “vários acidentes ou incidentes” relacionados com navios nos últimos anos. A deputada do maior partido da oposição Lélis apontou o caso do naufrágio do navio Mosteiros em que as pessoas foram socorridas por botes, o caso do navio Pentalina B, assim como do Roterdão, que até hoje o país desconhece o seu paradeiro, questionando “que ilações é que foram tiradas de todos esses casos, que medidas de seguranças é que foram reforçadas e em que medida a regulação passou a ser mais forte”. “Como é possível que as pessoas embarquem e não há manifesto de passageiros, não se sabe quantos passageiros entraram e só em situações de acidentes é que se caba por saber quantas pessoas estavam a bordo”, sublinhou, acrescentando que se houvesse regulação e fiscalização forte, acidentes poderiam não acontecer. Até ao momento, já foram resgatadas 11 pessoas com vida e o corpo de um membro da tripulação.  Corpos de outras duas pessoas foram localizados, mas devido ao estado do mar não foram resgatadas pelas equipas de busca e salvamento. Doze pessoas, sendo duas mulheres e 10 homens, incluindo o comandante e o imediato do Vicente, estão ainda desaparecidas, bem como a mulher do delegado da Agência Marítima Portuária, Sandra Varela. DR Inforpress/Fim  
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