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Erupção Vulcânica: Três pontos identificados para edificação da nova adega

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Actualizado a 12/01/2015, 12:30 São Filipe, 12 Jan (Inforpress) – Três pontos, sendo um no interior da caldeira e dois no exterior, foram identificados como zonas propícias para a edificação de nova adega/cooperativa. Franz Egger, professor do Instituto Técnico Agrário da região Italiana de Bolzano que esteve ligado a construção das adegas de Chã das Caldeiras, destruídas pelas lavas, e de Achada Grande, a partir de 1998, disse que as áreas com melhores condições são Curral de Asno (pequena elevação à entrada da Caldeira), Montinho de Monte Velha e “Cabo Nho Ernesto”, sendo este ultimo uma encosta perto da Portela. Além dos três espaços, Franz Egger, contratado pelo Gabinete de Crise para apoiar na identificação do espaço para nova adega, identificou um outro espaço em Cabeça Fundão, na área onde se fazia extracção de jorra antigamente para a construção de uma espécie de armazém, que poderá funcionar para a vinificação de 2015, caso a solução em negociação venha a falhar, notando que este seria sempre um espaço provisório e não definitivo. Para alguns produtores de Chã das Caldeiras, o espaço de Curral de Asno, com uma vista para o vulcão e para o exterior da caldeira, seria o ideal, não só por este motivo, mas também porque cerca de 60 por cento (%) da produção de uva está localizada entre Cova Tina e Ilhéu de Losna. A identificação dos espaços foi realizada juntamente com responsáveis da adega/cooperativa Chã e de alguns produtores, cabendo agora às autoridades decidirem onde edificar a nova adega, depois de ouvir os especialistas na área de vulcanologia. Em termos de localização e de concentração da matéria-prima, o local mais privilegiado seria “Cabo Nho Ernesto”, no interior da caldeira, mas as pessoas estão conscientes de que dificilmente as autoridades governamentais vão permitir a construção no interior. Caso as autoridades optarem pela construção da adega em Curral de Asno, que é mais provável, porque não implica a construção de infra-estruturas rodoviárias (estrada), no futuro com expansão da área vitícola de Montinho de Monte Velha, podia-se construir uma nova adega nesta área para potencializar a matéria-prima. Franz Egger sublinhou que todo o terreno de Orela, entre Montinho e Piorno, tem qualidade para a produção de vinha, indicando que um estudo realizado pelo próprio aponta que o solo desta área tem características semelhantes ao de Cova Tina. Para incentivar a expansão, as autoridades devem dar posse útil de forma provisória e mediante condições, com número de plantas que deverão ser afixadas num determinado período, para depois dar a posse útil definitiva. Além dos responsáveis da adega e produtores, Franz Egger, que permanece na ilha do Fogo até quarta-feira, 14, estabeleceu contactos com os presidentes das três câmaras municipais, responsável do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), população de Chã, equipa da Uni-CV que está a monitorar o vulcão, de entre outros. Em relação às críticas feitas pelos especialistas sobre a edificação de adega e de outras infra-estruturas no interior da caldeira, Franz Egger admite que do “ponto de vista técnico sim, mas que do ponto de vista económico, sociológico e desenvolvimentista não foi erro ter construído a adega em Chã das Caldeiras”, porque facilitou no transporte e na obtenção de rendimento. “Hoje quase todas as famílias de Chã têm um meio de transporte e facilita no transporte, mas no ano 2000 a maior parte das uvas foram transportadas pela viatura do projecto”, disse. JR Inforpress/Fim
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