27 Junho 2022

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Governo reunido para analisar situação do navio que se afundou na ilha do Fogo

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Três ministros do Governo estão reunidos na Cidade da Praia para decidir que medidas tomar na sequência do afundamento de um navio na ilha do Fogo, que já provocou um morto, enquanto 10 pessoas foram resgatadas com vida.

A informação foi avançada hoje pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Démis Lobo Almeida, indicando que a reunião entre a ministra das Infra-estruturas e Economia Marítima, Sara Lopes, da Administração Interna, Marisa Morais, e da Defesa Nacional e Assuntos Parlamentares, Rui Semedo, servirá ainda para monitorizar e avaliar a situação.

"O Governo tomou conhecimento do afundamento do navio Vicente por volta das 22 horas e accionou os serviços da Protecção Civil para dar início ao processo de busca e salvamento", recordou Démis Almeida, que falava aos jornalistas para dar conta das decisões tomadas na quinta-feira em reunião do Conselho de Ministros.

"De momento, tudo o que se poderia fazer em termos de operação de buscas e de salvamento está em curso e acreditamos que se pode resgatar mais pessoas com vida", manifestou o governante.

O navio "roll on roll off" Vicente afundou-se na quinta-feira à noite a cerca de quatro milhas náuticas do porto de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, quando fazia a ligação entre a Cidade da Praia e São Filipe.

Três dos passageiros foram resgatados na madrugada de hoje, outro esta manhã e mais seis já foram avistados em local seguro e deverão ser resgatados a qualquer momento, informam as autoridades cabo-verdianas.

Uma pessoa foi resgatada hoje de manhã sem vida, mas ainda não foi identifica. Sendo assim, ainda estão 15 passageiros desaparecidos.

Este é o quinto incidente com barcos em Cabo Verde em pouco mais de um ano.

Questionado pela agência Lusa sobre este facto e que medidas o Governo cabo-verdiano tem tomado para prevenir e diminuir os riscos, Démis Lobo Almeida não entrou em pormenores, dizendo que, neste momento, deve concentrar-se no processo de busca e salvamento.

"Os navios pertence a empresas privadas que operam nos mares de Cabo Verde, está em curso todo um processo com vista à melhoria e reestruturação dos transportes marítimos no país, que o Ministério das Infra-estruturas e Economia Marítima está em condições de dar melhores esclarecimentos. Mas neste momento podemos dizer que tudo está a ser feito no âmbito das operações de busca e salvamento", respondeu.

As buscas continuam com os barcos Ostreia e Kriola, o navio de pesca Marline, outros botes e apoios de meios aéreos, nomeadamente um avião da Cabo Verde Express.

As buscas poderão ser reforçadas com mais meios, nomeadamente um helicóptero espanhol, que se encontra na ilha de São Vicente em serviço de uma empresa das Canárias, e também pelo navio Damião.

O "Vicente" afundou-se ainda com seis contentores a bordo que transportavam medicamentos da empresa que está a construir o hospital regional das ilhas do Fogo e da Brava, desconhecendo-se, ainda, as razões do acidente.

No cais do porto de Vale dos Cavaleiros encontram-se responsáveis das autoridades marítimas, sanitárias e da Protecção Civil cabo-verdianas, prontas para entrar em acção e prestar socorro aos ocupantes do navio Vicente, que antes operava na linha Santo Antão/São Vicente.

Lusa

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