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Fogo: Delegação do MDR retoma execução do plano para fazer face ao mau ano agrícola

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Actualizado a 07/01/2015, 13:29 São Filipe, 07 Jan (Inforpress) – A Delegação do Ministério de Desenvolvimento Rural (MDR), na ilha do Fogo, vai retomar a execução do plano de emergência para fazer face ao mau ano agrícola, interrompido com a erupção vulcânica. Segundo o delegado do MDR, Ângelo Moniz, do total das acções previstas no plano submetido às autoridades centrais, menos de 50 por cento foi cumprido porque, com o eclodir da erupção, os meios foram para a evacuações dos habitantes de Chã das Caldeiras e os seus bens. “Nós tínhamos contemplado apoios no transporte de água e pasto e, inicialmente, a intenção era atribuir um subsídio às pessoas para garantirem os transportes, mas chegamos a um acordo com as câmaras que disponibilizaram viaturas e convertemos esse subsídio em combustíveis”, explicou. Com o início da erupção, todas as viaturas e todo o combustível foram utilizados no transporte dos deslocadas, razão porque, dos 57 pedidos que a Delegação tinha registado de pessoas para transporte de pasto, apenas 14 foram atendidos. “A partir de 23 de Novembro, não foi possível dar mais respostas porque já não havia viaturas disponíveis para o transporte do pasto. Agora, com o abrandar de situação, vamos retomar a execução do plano”, disse o delegado, indicando, contudo, que os pedidos para a disponibilização de água, num total de 42, foram atendidos a 100 por cento. Entretanto, para minimizar os efeitos da falta de pasto nas zonas mais afectadas, sobretudo na parte sul de São Filipe e Santa Catarina, a Delegação do MDR já disponibilizou o perímetro florestal de Monte Verde destinado à produção de pasto com vista à recolha de sementes para a colocação do gado bovino. Neste mesmo perímetro, parte dos animais dos deslocados de Chã das Caldeiras está a ser apoiada com milho, ração e beterraba, informou Ângelo Moniz. Neste momento, afiançou, encontra-se em análise o pedido dos criadores da zona baixa para a realocação dos caprinos e a Delegação do MDR está a estudar bem o caso para evitar que se corra o risco de escassez extrema de pasto. “As cabras conseguem locomover-se com mais facilidade e podem procurar pasto em lugares mais distantes, já as vacas não”, argumentou. Dentro de dias, deverá chegar à ilha do Fogo 144 toneladas de ração, 54 toneladas de ração para a reprodução e 156,6 toneladas de milho que vão ser vendidos a um preço acessível aos criadores credenciados pelo MDR. Segundo Ângelo Moniz, para a segunda fase do plano, está prevista a continuação da reabilitação dos bebedouros e dos furos de água que serão ligados à rede de adução e distribuição de água para garantir um melhor acesso à água por parte dos criadores e dos agricultores. MJB Inforpress/Fim
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