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Erupção Vulcânica: É preciso ter os aspectos psicossocial e emocional na escolha de alternativas – Técnica da UNICEF

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Actualizado a 02/01/2015, 07:49 São Filipe, 02 Jan (Inforpress) – A técnica UNICEF Marisa Sagna defende que é preciso ter em conta aspecto psicossocial e emocional na escolha de alternativas para as pessoas de Chã, evitando o surgimento de outros problemas psicológicos, no futuro. “É fundamental ter um plano, não só realístico das necessidades das famílias, mas que levam em conta os costumes e hábitos culturais da população de Chã das Caldeiras”, disse Marisa Sagna. Afirmou que, do diálogo estabelecido com famílias nos vários centros de acolhimento, ficou com a ideia de que há um entendimento de que não é mais seguro retornar a Chã das Caldeiras, mas que a vivência terá que ser num contexto semelhante ao de Chã. “A reinserção nas proximidades de Chã das Caldeiras é importante a nível de estabilidade emocional e tem que se relevado, sem esquecer o que é realmente necessário em prol das necessidades”, disse, sublinhando que é preciso trabalhar em concertação na elaboração de planos de reintegração e auto-sustentabilidade, de forma a servir as famílias e não apenas para dar vazão aos fundos recebidos. Segundo esta técnica da UNICEF, em relação ao regresso à Chã existe, de um lado,  o entendimento de que há riscos e, de outro, uma resistência em permanecer noutros sítios que não seja Chã das Caldeiras. “As pessoas mais jovens, com idade inferior a 24 anos, tem a consciência de risco de regressar à mesma localidade e estão mais conformados com a ideia de continuar vida com actividades alternativas e manifestam interesse em fazer formação ou de criar outro tipo de sustentabilidade que não prende muito com Chã”, disse, observando que em pólo contrário estão os chefes de famílias, pessoas com mais idade que afirmam que “se não voltam para Chã não vão para nenhum outro sítio”. Segundo Marisa Sagna, há um entendimento, de um lado, e a resistência, por outro, e que é necessário trabalhar os dois aspectos para entender cada contexto. Esta responsável disse que o povo de Chã sente-se ligado aquele ambiente, que além de ser uma terra rica, tem muitos minerais que têm implicações no psíquico, na saúde mental e mesmo na orgânica das pessoas e que tira-las deste ambiente pode criar problemas de desequilíbrio emocional e psicológico. JR Inforpress/Fim  
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