30 Junho 2022

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Erupção Vulcânica: Famílias alojadas no centro dos Mosteiros em situação mais fragilizada - Técnica UNICEF

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Actualizado a 01/01/2015, 15:59 São Filipe, 01 Jan (Inforpress) – As famílias de Chã das Caldeiras alojadas no centro de acolhimento dos Mosteiros está numa situação mais fragilizada que as dos centros de Achada Furna e Monte Grande, disse à Inforpress uma técnica da UNICEF. Marisa Sagna, que está de visita à ilha no quadro da erupção vulcânica para identificar lacunas a nível condição psicossocial, psicológico, mental e emocional das famílias, afirmou que as que estão alojadas nos centros de acolhimento de Achada Furna e Monte Grande estão um pouco mais integradas porque estão instaladas nas habitações construídas em 1995 e com núcleo mais composta (pai, mãe e filhos). No centro de acolhimento dos Mosteiros a situação está mais fragilizada porque, segundo explicou, o contexto é diferente porque, de um lado, há as mães e crianças e, do outro, os homens. Passado um mês e meio após o início da erupção, Marisa Sagna observou que o acerto de família começa a ser frustrante, sobretudo a família que está composta por todos os membros, mas que não estão juntos. “Há que agir rápido, porque daqui a pouco começa a surgir um segundo trauma trazido pelo contexto como a família está agrupada no centro”, disse, notando que o pai não entende porque não pode estar com a sua mulher, as crianças não entendam porque não podem dormir com os pais, facto que pode trazer fragilidade psicossocial. Acrescentou que este é um dos aspectos que falhou neste processo de melhor estruturar a instalação de famílias, experiência que serve de exercício. Para a técnica, aquilo que foi a concertação numa situação de crise e de emergência devia ser estudado nas semanas que seguiram à fase emergencial. Segundo a mesma, a Cruz Vermelha reconhece que é uma situação que tem de ser resolvida, mas tem limitações porque a solução passa pela instalação de famílias em casas, o que traz outros problemas como quem assume o pagamento de renda e por quanto tempo como vão sobreviver, de entre outros. Apesar de as famílias começarem a reclamar, a Cruz Vermelha depara com um segundo aspecto que está relacionado com a garantia do auto-sustento e as próprias famílias estão numa posição de querer ir para outro sítio, mas têm o problema de alimentação e instalação que são melhores nos centros. “As famílias estão com muita pouca paciência para esperar as novas instalações e há um trabalho que tem de ser feito, a vários níveis, porque elas precisam de algum tipo de conforto e querem garantir a sua sustentabilidade”, disse Marisa Sagna. Segundo Marisa Sagna, apesar de pequenas reclamações, as famílias estão grata pelo governo, pelas comunidades, pela solidariedade e os apoios recebidos. JR Inforpress/Fim
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