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Erupção Vulcânica: Missão da UNICEF avalia como a educação está sendo gerida em situação de emergência

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Actualizado a 31/12/2014, 21:19 São Filipe, 31 Dez (Inforpress) – Uma técnica do Fundo das Nações Unidos para a Infância (UNICEF) encontra-se na ilha do Fogo para levantamento da situação no terreno e ver como a educação está a ser gerida em situação de emergência. Marisa Sagna, técnica da área de educação em situação de emergência, disse que a missão se enquadra no apoio que o governo de Cabo Verde solicitou às Nações Unidas em aspecto que envolve apoio institucional e capacitação com técnicos mais especializados em situação de desastre. Além do levantamento da situação e uma pequena capacitação das pessoas envolvidas, o objectivo primeiro visa a recolha das necessidades indicadas pela equipa que está no terreno a trabalhar com famílias, mas também analisar a educação de forma interligada com outros sectores como saúde, protecção civil, câmaras municipais, Policias, Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescência (ICCA) e outros que estão envolvidos no processo de acompanhamento das famílias deslocadas de Chã das Caldeiras. “A questão da educação não deve ser vista apenas como a simples reinserção das crianças e adolescentes nas escolas básicas, secundárias e pré-escolar”, disse Marisa Sagna, explicando que, além da integração, é preciso não esquecer o contexto do apoio psicossocial durante este processo, porque muitas vezes “se esquece desta parte e pensa-se que a educação é apenas a assistência às aulas”. Esta técnica da UNICEF para a área de educação afirmou que a integração pode acontecer no contexto da escolaridade ou das actividades realizadas nos centros de acolhimento, enquanto espaço de aprendizagem e de apoio psicossocial e de avaliação de saúde mental em situação de crises, através de apoios de professores, serviços sociais, psicólogos, centros de saúde. Para Marisa Sagna é necessária uma coordenação e capacitação das pessoas envolvidas neste processo, de modo a dar um apoio transversal e pensar na fase de transição até a fixação permanente das populações, incluindo a vertente de educação. Para tal, esta responsável, que vai permanecer na ilha até o dia 03 de Janeiro, já teve encontros com educadores, delegados do Ministério da Educação e Desportos, MED, directores das escolas, coordenadores e gestores, professores, delegada e os dois psicólogos do ICCA, psicóloga da delegacia de saúde, Cruz Vermelha e parceiros envolvidos no acompanhamento psicossocial. Outra questão analisada pela técnica da UNICEF com as autoridades é a planificação para médio e longo prazo de instalação e sustentabilidade das famílias de Chã das Caldeiras, aspecto que foi reforçado nos encontros, por entender que é necessária uma concertação intersectorial, onde todos os sectores envolvidos no processo de transição, incluindo representação de comunidade (mulheres, homens e jovens activos), devem participar. Segundo a mesma, na segunda semana de Janeiro chega à ilha do Fogo uma equipa das Nações Unidas mais reforçada, com representante da UNICEF, PNUD, técnicos das áreas de protecção de criança, educação, assistência humanitária, ambiente, de entre outras, para desenvolvimento de acções mais concretas em termos de formação, materiais de apoios e para identificar outros tipos de necessidades para atender melhor a população. Para Marisa Sagna, o desastre natural foi bastante elevado para Cabo Verde, mesmo do ponto de vista histórico, porque não se tem experiencias de desastres naturais de uma forma mais alarmante como este caso, que implica o deslocamento da população, perdas de habitações e sustentos das famílias. JR Inforpress/Fim
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