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Erupção Vulcânica: É necessário analisar as experiências das erupções anteriores para encontrar soluções para os problemas desta última - Pedro Pires

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Actualizado a 30/12/2014, 06:56 São Filipe, 30 Dez (Inforpress) – A resolução dos problemas provocados pela erupção deste ano deve basear-se na analise das experiencias e lições das erupções de 1951 e 1995 para que as soluções encontradas sejam as melhores, defende Pedro Pires. O ex-Presidente da República, que visitou segunda-feira os centros de acolhimento da população deslocada de Chã das Caldeiras, disse que, para além de resolver os problemas imediatos que as pessoas precisam para viver e sobreviver, é fundamental pensar o futuro e como se pode resolver os problemas provocados pela erupção de 2014. As autoridades, segundo o mesmo, deve pensar na resolução dos problemas das pessoas de Chã das Caldeiras de forma integrada e num quadro global da ilha, porque conforme explicou, Chã das Caldeiras e a sua economia fazem parte da ilha. “A solução está na ilha e não se deve pensar em resolver problema de forma isolada, mas dentro da ilha e do seu desenvolvimento”, disse Pedro Pires, acrescentando que é necessário analisar as várias erupções, desde o século XVIII, ver a separação temporal e poder decidir como gerir todo o processo. “Fogo é uma ilha de risco e a erupção pode acontecer em qualquer momento e em qualquer lugar”, disse o antigo Chefe de Estado, para quem é fundamental pensar no factor riscos, já que em 20 anos registaram duas catástrofes naturais na ilha que provocaram muita destruição, facto que, segundo Pedro Pires, obriga as pessoas a pensar o futuro da ilha de forma diferente. Para o ex-Presidente da República, do ponto de vista de segurança e protecção civil há a necessidade de repensar muita coisa para a ilha, sendo uma delas as estradas, indicando que “aquilo que não se fez em 1995, a estrada Campanas de Cima a Monte Velha, deve ser feito agora”, porque, além de segurança, pode constituir uma solução para instalação das populações. O trabalho de monitoramento da actividade vulcânica evoluiu muito e a organização da protecção civil e de todas as entidades que estiveram envolvidas no processo mereceu o reconhecimento do ex-presidente da República, para quem a introdução do risco no debate futuro permitirá ver a ilha e os investimentos de forma diferente. Para Pedro Pires, é indispensável “apreender a conviver com o risco” e as pessoas têm de ser educadas, informadas e as actividades vulcânicas devem fazer parte do currículo escolar, indicando que não faz sentido que sendo o Fogo uma ilha com tantas erupções vulcânicas as pessoas não conheçam a actividade vulcânica e os riscos. “Conviver com riscos significa criar condições para, em casos do género, encontrar as soluções adequadas”, disse Pedro Pires, exortando os três municípios da ilha para uma reflexão conjunta e conceber as saídas e as propostas que devem ser apresentadas ao governo e os parceiros. Segundo o ex-Chefe de Estado, existem factores que condicionam a ilha e um deles é a existência de risco, sublinhando que a ilha pode ganhar com esta catástrofe. Pedro Pires mostrou-se convencido de que o turismo vai desenvolver no futuro, mas que é preciso definir o que mostrar aos turistas. Para a reconstrução são necessários muitos investimentos em infra-estruturas, por isso o ex-presidente da República defende diálogo a volta das prioridades e necessidades, porque, conforme explicou, o problema não vai ser resolvido num ano, mas que a ilha vai precisar de cinco a 10 anos para ter tudo transformado e diferente. JR Inforpress/Fim  
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