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Erupção Vulcânica: Quatro famílias alojadas no centro de acolhimento querem transferir-se para espaços arrendados

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Actualizado a 30/12/2014, 09:20 São Filipe, 29 Dez (Inforpress) - Quatro famílias de Chã das Caldeiras, das 59 alojadas no centro de acolhimento dos Mosteiros, manifestaram a sua preferência para deixar o centro e residir em casas alugadas, informou hoje o presidente substituto da Câmara Municipal dos Mosteiros. Segundo Jaime Monteiro Júnior, existe perspectiva para a transferência das famílias para habitações arrendadas mas que, do inquérito realizado, apenas quatro mostraram-se disponíveis e, por isso, acredita que o centro vai continuar a funcionar até a construção de novas moradias e reabilitação das existentes em Achada Furna e Monte Grande. O Ministério da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos (MJEDRH) assumiu ajudar as famílias deslocadas e sem habitação própria, garantindo o arrendamento de apartamentos, por um período de seis meses e que as permita reorganizar suas vidas e conseguir fontes de renda, disse Jaime Monteiro Júnior, anotando que existe espaço suficiente, e que, inclusive, alguns emigrantes disponibilizaram as suas moradias para alojar as famílias. Além de contribuir no alojamento das pessoas em espaços com melhores condições, o ministério e a Câmara Municipal dos Mosteiros, pretendem implementar programas nos domínios da agricultura e da pecuária, empreendedorismo jovem e a formação profissional para integração das famílias deslocadas de Chã das Caldeiras. Segundo o presidente substituto da Camara Municipal dos Mosteiros, além dessas quatro famílias, outras três têm casas em Achada Furna e Monte Grande, mas vão continuar no centro porque, por um lado, têm filhos que estão a ser acompanhados a nível de saúde e, por outro, dispõe de terreno e animais na zona de Montinho, mais próxima dos Mosteiros do que Monte Grande. Do inquérito realizado, 12 das 59 famílias, que são originários dos Mosteiros, pretendem continuar a viver naquele município. O autarca disse à Inforpress que pretende reunir-se com as famílias instaladas no centro de acolhimento dos Mosteiros, que funciona nas instalações do antigo liceu e no lar de idoso (pessoas que necessitam de cuidados especiais) para analisar aspectos como o arrendamento e o alojamento definitivo. Antes do fórum nacional para definir a reconstrução da ilha do Fogo, previsto para início de Janeiro, Jaime Monteiro Júnior disse que se pretende realizar um encontro regional com as autarquias das ilhas do Fogo e Brava, em que participam os eleitos, chefes dos serviços desconcentrados e forças vivas para numa espécie de preparação para o fórum que vai decidir sobre o local de construção das novas moradias, da adega e outras infra-estruturas. Com este encontro preliminar, que se realiza nos primeiros dias de Janeiro, segundo Jaime Monteiro, pretende-se auscultar as pessoas da ilha no sentido de ter uma posição concertada e evitar os erros cometidos aquando da erupção vulcânica de 1995. JR Inforpress/Fim
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