27 Junho 2022

Video Notícias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8

Retrospectiva’2014/Sociedade: Qualidade de vida dos cabo-verdianos afectada pela seca e erupção vulcânica

  • PDF
Partilhar esta notícia
Actualizado a 26/12/2014, 20:34 Cidade da Praia, 29 Dez (Inforpress) – A qualidade de vida dos cabo-verdianos, que já vinha sendo afectada por falta de aumento salarial, sofreu, no ano 2014, um duplo golpe com a seca que assolou os agricultores e a erupção vulcânica que destruiu Chã das Caldeiras. O primeiro aconteceu na época das chuvas quando, em Junho, os cabo-verdianos tiveram a notícia de que a chuva seria “fraca ou nula”. O fenómeno deixou os agricultores e o país em alerta, pois o mau ano agrícola impunha do Governo medidas políticas para repor o poder de compra e beneficiar os investidores nos sectores agrícola e pecuária. Para agravar, o vulcão do Fogo entrou em Novembro em actividade deixando cerca de 1500 pessoas da zona de Chã das Caldeiras desalojadas. Neste caso, o Governo foi obrigado a decretar “estado de catástrofe” e solicitou apoio aos países amigos para dar vazão à desgraça que devastou as pessoas, já que a erupção deixou danos no valor de cinco milhões de euros. O ano 2014 continuou a ser marcado pela violência, iniciando com o assassinato de uma jovem de Achadinha, facto que ressoltou numa manifestação silenciosa visando alertar as pessoas pelo perigo de viver no mundo da criminalidade. Nos Picos, mulher de 36 anos é morta ao ser assaltada em sua casa, na Praia jovem foi surpreendida por um bando de delinquentes encapuzados que balearam-na no pescoço utilizando uma arma 6.35 milímetros. Em São Vicente dono da mercearia Mendes & Mendes na rua 1 do Monte Sossego, e o sobrinho foram baleados num assalto frustrado. Cabo Verde, sendo um país que necessita de solidariedade, decidiu contribuir para engradecer a campanha “Juntos contra a Fome - Alimentando a esperança na CPLP”. O objetivo da campanha é contribuir para a erradicação da insegurança alimentar nos países da Comunidade. A classe trabalhadora através, dos seus representantes, reclama o Novo Código Laboral e a implementação do subsídio de desemprego, o que transformou numa luta de direitos entre os sindicatos e o Governo, sobretudo por estes não terem chegado a um “consenso” nas negociações. A proposta considerada de “radical” continha medidas como a liberalização dos contractos a prazo, a redução de fárias, indemnizações e compensação por não renovação de contractos. No que respeita ao trabalho, a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) notificou por incumprimento 491 empresas, e promoveu uma jornada de sensibilização sobre o “Seguro Obrigatório dos Acidentes de Trabalho (SOAT) e a sua aplicabilidade na prática” visando a actualização da legislação actual. Sendo a inclusão uma equipa que muito se falou, no mês de Fevereiro, a Associação Mon na Roda lança na Praia o projeto “Busco Legados de Acessibilidade – Praia”, visando chamar atenção para a falta de acessibilidades às pessoas que se movimentam em cadeiras de rodas. Zelando pelas pessoas com deficiência, Janira Almada amadrinha em Março a Campanha de Inclusão do Amputado e participa no mês de Maio no Fórum “Cabo Verde e a inclusão: desafios para o novo milénio” organizada pela Universidade Jean Piaget. No que respeita a matéria o ano foi também promotora, pois, a Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC) através do projecto “Cabo Verde vai ver melhor os cegos”, financiada pela União Europeia iniciou, em todo o país, uma acção de formação, informação e sensibilização dos fabricantes e fornecedores de serviços sobre a acessibilidade do consumo e a sua importância para as pessoas com deficiência. O ano que foi de muita polémica financeira para as associações de pessoas com deficiência devido a conjuntura financeira mundial, serviu também para a se falar das leis existentes e a falta de regulamentação na prática. No mesmo ano, surgiu mais uma associação, desta feita a Colmeia uma Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais para dar respostas as crianças e jovens no que respeita a reabilitação e mudanças políticas de inclusão social no país. Neste ano as universidades e as instituições nacionais focaram mais sobre o trabalho triplo da mulher que não é renumerada, com base em estudos divulgados pelo Instituto Nacional das Estatísticas e outros. A mulher como o epicentro do desenvolvimento das sociedades e a gere a vida para além das responsabilidades de gestação, foi também alvo do Iº seminário internacional sobre “A Condição Feminina: Identidade, Vulnerabilidade e Inclusão Social”. Neste particular a Rede das Mulheres Parlamentares de Cabo Verde reforçam acções de fiscalização sobre o cumprimento efectivo das metas da lei de Violência Baseada no Género (VBG). O estudo sobre a “Participação eleitoral em Cabo verde: Uma perspectiva de Género” revela diferença significativa sobre atitudes e comportamento das mulheres e homens na participação política em Cabo Verde. Neste capítulo, Cabo Verde através do Ministério da Juventude, Emprego, e Desenvolvimento dos Recursos Humanos (Comité Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil-CNPETI) validou em Janeiro a Lista dos Trabalhos Perigosos interditos à Crianças e Adolescentes. Em Fevereiro, o Conselheiro Regional da UNICEF para Assuntos de Politica Social visita o país para recolha de informações sobre acções desenvolvidas em matéria de política social/protecção social e as perspectivas, visando o apoio da UNICEF neste domínio. No mesmo mês bullying começa a ser preocupação das autoridades na matéria, e Rede Cabo Verde para Protecção da Criança organiza, na Praia, 10º Encontro Regional dos Coordenadores da Rede da África Ocidental para Protecção da Criança. Ainda em benefício das crianças o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) realiza, na Assomada, um atelier de Diagnóstico participativo no âmbito do estudo sobre o “Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, e a União das Coligações Oeste Africana para a Infância (UCOA) visitam o país para trocar de ideias sobre questões da infância e incentivo para apresentação de relatórios. No âmbito das comemorações do 25º aniversário da divulgação da Convenção dos Direitos da Criança, a primeira-dama, Lígia Fonseca amadrinha campanha “Uma Criança, Um cidadão”. A violência policial e abuso sexual a menores continuaram em 2014 na agenda dos comissários da CNDHC, que deliberaram acções para ajudar a resolver o problema. O uso abusivo das drogas continua a ser uma das maiores preocupações das famílias cabo-verdianas que reconhecem que a grande tarefa dos pais e educadores é de restaurar os núcleos familiares e não de repressão e punição. Ministro da Justiça inaugura Unidade Livre de Droga da Cadeia Central da Praia, um espaço terapêutico que visa fazer tratamento aos presos sem saírem do estabelecimento prisional. Durante o ano, associações de carácter social do país trabalharam para melhorar o bem-estar dos cabo-verdianos, tendo destacado a Fundação Donana com acções ligados a recolha de alimentos para o Banco Alimentar, a saúde e a promoção da educação para a cidadania. A Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC) com trabalhos destinados aos homens e mulheres no que respeita a matéria, visando maior garantia de diagnóstico e tratamento. PC Inforpress/Fim
Leia ainda - Artigos mais recentes: