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Erupção Vulcânica: Observação à superfície indica que a erupção está na sua fase terminal – especialista

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Actualizado a 27/12/2014, 00:03 São Filipe, 27 Dez (Inforpress) – O especialista em vulcanologia João Fonseca, que se encontra na ilha do Fogo para manter o funcionamento dos equipamentos instalados pelo consórcio C4G, disse que a observação à superfície indica que a erupção está na sua fase final. João da Fonseca explicou que os dados sobre o comportamento do vulcão podem ser obtidos através da monitorização feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) e a fase final de uma erupção “é complexa” em termos de sinais e é que preciso entender bem o funcionamento do vulcão para não ser induzido em erros. Segundo o especialista, o trabalho de monitorização do vulcão está sendo feito com alta competência por parte dos técnicos nacionais, através de rede de equipamentos instalados. Acrescentou que esta erupção foi também acompanhada com base nas imagens e dados recolhidos por satélites e que são interpretadas e tratadas num centro especializado em Itália e depois facultados às autoridades cabo-verdianas para tomada de decisões e acompanhamento. João da Fonseca precisou que esses dados têm permitido, mais do que visualizar diariamente a progressão de lavas, fazer um conjunto de estimativos e cálculos, nomeadamente a taxa efusiva de saída de material da boca vulcânica e isso mostra claramente, segundo especificou o técnico, uma tendência para uma acalmia. “No interior do vulcão há ainda muitos processos em curso, a fase final é complicada e é fácil entender, porque existe água no subsolo e enquanto a erupção está a decorrer esse aquífero fica sob pressão e quando o magma recua no interior do edifício vulcânico a tendência é para os aquíferos drenarem os espaços. E sempre que há mistura de água e de lava formam vapores que causam fortes pressões e há emissão de grande quantidade de vapores”, disse Fonseca, observando que não é trivial do ponto de vista de acompanhamento, mas tudo indica que se está e facto numa fase final da erupção. Os equipamentos instalados durante a erupção reforçam a rede sismográfica para permitir que se faça estudos da estrutura interna do vulcão, com técnicas que são designadas de tomografia, porque são semelhantes àquilo que em Medicina se faz para visualizar os órgãos internos, disse, indicando que “é possível fazer isso em relação ao sistema de vulcão usando as ondas sísmicas”. Os dados acumulados na sequência da erupção de 1995 já permitiram que o trabalho feito antes desta erupção fosse exemplar e um grande sucesso do ponto de vista científico, facto reconhecido por autoridades científicas internacional. João da Fonseca disse que o novo responsável pelos Serviços Geológicos Franceses, que é uma grande autoridade de monitorização vulcânica e risco vulcânico, reconheceu que “o trabalho feito em Cabo Verde no domínio de erupção foi acima do estado da arte e que é do melhor que se faz a nível internacional”. Assim, como em 1995, os dados recolhidos com esta erupção permitirão um grande progresso no conhecimento do vulcão e uma melhor preparação para o futuro, referiu o especialista. JR Inforpress/fim
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