25 Junho 2022

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Erupção Vulcânica: Chã é o meu “ninho” e quero ficar aqui – proprietário

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Actualizado a 24/12/2014, 16:20 São Filipe, 24 Dez (Inforpress) – O proprietário e produtor de vinho Eduíno Lopes, cuja adega e vasta área de terreno agrícola em Ilhéu de Losna foram dizimadas pelas lavas, considera Chã das Caldeiras seu “ninho” e que é lá que quer manter-se.   Eduíno Lopes, que, neste momento, ainda dispõe de uma “parcela significativa” de terreno cultivável e não cultivável, disse à Inforpress, no dia em que o primeiro-ministro visitou Ilhéu de Losna, que assim que a erupção terminar vai regressar a Chã para construir o seu funco (habitação tradicional) nas encostas e retomar os trabalhos de agricultura e reconquistar novas áreas para esta actividade. “Chã das Caldeiras continuará depois da erupção, turistas continuarão a visitar-nos e existem coisas essenciais para continuarmos a viver em Chã e ninguém nos pode tirar daqui”, disse Eduíno Lopes, anotando que como as outras pessoas não fará grandes investimentos em Chã das Caldeiras por causa das recomendações do Governo. Apesar de ter perdido a sua adega, que representa um investimento privado de mais de 15 mil contos, só em infra-estrutura, Eduíno Lopes, em diálogo com o primeiro-ministro, defendeu que as autoridades devem construir uma adega única para toda a Chã das Caldeiras, evitando assim “gastos exagerados”. Segundo o mesmo, construir uma adega única com capacidade para servir todos os produtores será o ideal, anotando que caso for esta a solução deve-se explicar que a mesma é da comunidade e não um património privado. Sobre a eventual localização desta nova adega, Eduíno Lopes tem várias opções, sendo que uma delas seria no interior da caldeira, numa das encostas, já que da experiencia de 1995 e de agora (2014) é visível que as lavas não encaminham para as encosta acima e dificilmente seria destruída pelas lavas. Como zonas alternativas sugere Cabeça Fundão e Montinho, por terem as mesmas condições climáticas que Chã das Caldeiras já que a qualidade do vinho depende muito das condições climáticas. À semelhança dos outros viticultores, Eduíno Lopes defende que a nova adega deverá estar operacional na próxima campanha (Julho 2015) para a produção do vinho, anotando que caso isso não acontece terá um “impacto negativo grande” nas pessoas. “O vinho produzido não é comercializado no mesmo ano e mesmo que em 2015 não haja vinho suficiente mas tendo a nova adega pronta em 2015, haverá vinho disponível nos anos subsequentes e as famílias começarão a ter rendimento”, disse aquele produtor, anotando que “gente de Chã das Caldeiras” nunca se preocupou em procurar trabalho no Estado”. Os prejuízos causados pelas lavas que lhe engoliu a adega de 40 por 13 metros, duas cisternas e uma vasta área de cultivo é enorme, mas Eduíno Lopes afirma que não gostaria de fazer esta avaliação deixando talvez que a mesma venha a ser feito por um técnico de contas. JR Inforpress/Fim
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