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Erupção Vulcânica: Vulcão do Fogo liberta 220 mil toneladas de carbono em 30 dias

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Actualizado a 23/12/2014, 23:18 Cidade da Praia, 23 Dez (Inforpress) - A erupção vulcânica do Fogo, iniciada a 23 de Novembro, completa hoje 30 dias de actividades, libertando para a atmosfera mais de 220 mil toneladas de dióxido de enxofre e cerca de 35 a 40.000.000 metros cúbicos de lavas. Os dados foram revelados pelo Observatório Vulcanológico da Universidade de Cabo Verde, Uni-CV, através de um estudo que contou com a parceria de uma equipa científica do Instituto de Vulcanologia Canarias (INVOLCAN), que se encontra em Cabo Verde na monitorização da actividade eruptiva. Esta equipa do Cabildo Insular de Tenerife tem a missão de prestar um serviço de informação científica e colaborar com a equipa da Uni-CV na gestão científica da erupção que está a ter lugar na ilha do Fogo. Pretende-se com esta parceria científica avaliar a evolução temporal da emissão de dióxido de enxofre na atmosfera, através da pluma vulcânica originada pelo processo eruptivo actual na ilha do Fogo. Para avaliar e quantificar essas emissões, estão a ser utilizados sensores remotos na posição móvel terrestre (veículo montado) que realizam diariamente vários trajectos na ordem dos 15-20 quilómetros. Além de se conhecer a concentração linear de dióxido de enxofre (SO2), que está a ser registado com o sensor óptico remoto, é necessário conhecer a velocidade e direcção do vento entre os 3.000 e 5.000 metros de altitude. A última informação é fornecida diariamente por Roberto Quevedo, colaborador científico de INVOLCAN, uma vez que os dados são fornecidos pelo NOAA GFS. Ao 30º dia da sua actividade eruptiva, o vulcão do Fogo continua com emissões estrombolianas, com ligeiro aumento de densidade da coluna eruptiva com 400 – 800 metros de altura formada por gases e piroclastos – cinzas, e lapilii; escoamento de lavas fluidas na base do cone vulcânico. De acordo com os últimos dados, a frente de lava junto à Adega em Djeu de Losna percorreu cerca de 40 metros de 20 a 22, acabando por contornar a Adega Sodade, destruindo-a, bem como alguns campos de cultivo nas suas imediações. A escoada encontrava-se fluida pelo que circulava a uma velocidade de um metro por cada dois minutos, apresentando uma espessura inicial de 50 a 75cm, razão pela qual deixou a estrada está completamente cortada à frente da adega. Em Portela e Bangaeira, cita o estudo, as lavas estavam estagnadas, ainda que a frente da esquerda encontrava-se muito próxima de algumas casas em Ilhéu de Losna. Em 24 horas, esta escoada percorreu cerca de 80-90 metros, estando ainda sob ameaça a última casa da localidade. A actividade vulcânica, de acordo com estudo da Uni-CV, teve o seu início ao longo de uma fissura no flanco leste do Pico Novo, com formação de quatro crateras eruptivas com emissão de gases, piroclastos e lavas. A coluna eruptiva atingiu a altitude de 6000 metros, com chuvas de cinzas entre Cova Tina e Monte Beco, marcado por fluxo de escoadas lavas que deslocaram-se entre Monte Cova Tina e Monte Beco. Logo no dia seguinte formou-se de mais três crateras eruptivas com emissão de gases, e emissões estrombolianas, com chuvas de cinzas na Portela. SR Inforpress/Fim
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