25 Maio 2019

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Fogo: Padronização das habitações de Chã das Caldeiras é um processo “complexo e difícil” – Leão Lopes (c/áudio)

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São Filipe, 27 Fev (Inforpress) – A integração das habitações de Chã das Caldeiras num figurino de padronização para se ter “um alto nível de qualidade e harmonia”, pretendida pelo Governo, é um processo “complexo e difícil”, admitiu o arquitecto Leão Lopes do M_EIA.

Em entrevista à Inforpress sobre o desempenho do gabinete que o Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura do Mindelo (M_EIA) instalou em Chã das Caldeiras no ano passado, no quadro de parceria com o Governo, para apoio na implementação do Plano Detalhado de Chã das Caldeiras (PDCC), Leão Lopes afirmou que a padronização é um processo “bastante delicado” porque não é só a integração ambiental das habitações, mas uma integração “mais complexa”.

Segundo o mesmo, o gabinete do M_EIA efectuou um cadastro, família por família e casa a casa e percebeu que há situações e casas que foram construídas, recentemente, mas que “estão enterradas”, porque começaram a construí-las a partir de um buraco por acharam que era  mais barato e mais simples, mas estão abaixo do nível do caminho, com “infiltrações extraordinárias, problemas de cobertura preocupantes com betão armado com ferros expostos”.

Segundo o arquitecto, uma parte das famílias investiu dinheiro e acredita que são construções boas, mas adianta “não são assim tão boas em termos de salubridade e até técnico”, sublinhando que no total foram cadastradas 56 casas, faltando uma pequena parte que não foi inventariada porque algumas famílias não permitiram que a equipa do gabinete fizesse a abordagem das suas casas.

“Há casos difíceis como é de se imaginar, porque este tipo de intervenções está chegando tarde e as pessoas avançaram conforme puderam e as soluções na maior parte dos casos não são boas soluções nem para habitação, nem para os seus negócios”, declarou o arquitecto, observando que as soluções construtivas complicadas, algumas dificilmente se pode recuperar com alguma qualidade de habitat e dos seus negócios.

No dizer do arquitecto e responsável do Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura do Mindelo (M_EIA), Leão Lopes, há casos complicados, como por exemplo de se construir uma fossa numa casa quando se aprofunda a zona e ultrapassa as lavas mais freáticas, aquela que se pode mover e encontra-se basalto cristalizado a um ou dois metros e não há sítios para ter uma fossa sabendo que a casa está abaixo deste nível, por exemplo.

“Estamos a estudar tudo isso para encontrar as melhores condições de integração das habitações sob ponto de vista de habitar das pessoas e do ponto de vista paisagístico também”, afirma Leão Lopes, indicando que há “muitos casos de casas sem casas de banho e há famílias que estão a viver numa situação complicada”, situação que será analisada com o Governo.

Leão Lopes afirmou ainda que o plano é uma projecção  e  uma directiva no sentido positivo para orientar as futuras implantações das habitações das famílias de forma a viverem melhor, com rede de esgotos que, segundo Leão Lopes, “é um caso inédito em Cabo Verde uma comunidade tão pequena ter um plano desta natureza”.

Quanto à eficácia de se ter rede de esgotos numa zona com características de Chã das Caldeiras, Leão Lopes disse que se se projectou no plano é porque é possível, observando que com criatividade, ciência e inovação “tudo é possível”.

JR/AA

Inforpress/Fim

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