19 Março 2019

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Fogo: Primeiro-ministro anuncia uma série de inventos para reforçar participação dos emigrantes no processo de desenvolvimento

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São Filipe, 24 Fev (Inforpress) – O primeiro-ministro anunciou sábado em Chã das Caldeiras, a realização, este ano, de uma série de inventos, visando reforçar a participação dos emigrantes no processo de desenvolvimento do país.

Ulisses Correia e Silva, que participava no terceiro encontro nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação (CVNext), na rubrica “prime minister speaker series”: o sucesso da diáspora cabo-verdiana nos Estados Unidos e o seu impacto na economia local, em Boston e Cabo Verde”, juntamente com o Mayor de Boston, Martin Walsh, anunciou que a gala de sucesso realiza-se este ano no Senegal e que o estatuto do investidor emigrante vai ser aprovado pelo Parlamento.

“Queremos começar pelos médicos e pessoas ligadas a área de Medicina/saúde para poder criar um modelo onde podemos congregar toda a capacidade e competência que temos na diáspora, a nível de conhecimento e inovação”, afirmou o primeiro-ministro, anunciando a realização de um congresso de médicos da diáspora que pode ser alargado a outras áreas, como o mundo empresarial, educação e academia, para intercâmbio de conhecimento e de partilha com os nacionais que estão residentes no país.

No próximo mês de Setembro, o Governo realiza a “conferência de Boston”, nos Estados Unidos da América, para a promoção de Cabo Verde e para atracção de investimentos, através de apresentação de Cabo Verde junto de investidores americanos e emigrantes cabo-verdianos, no sentido de investirem em Cabo Verde, refere o primeiro-ministro.

A conversa com a participação do Mayor de Boston visa a troca de experiencias com relação à boa integração das comunidades cabo-verdianas nos Estados Unidos da América nas várias perspectivas, desde o trabalhador mais comum, passando pelo cientista, investigador e vários profissionais de sucessos.

Segundo o chefe do Governo, a ideia é criar, cada vez mais, “uma nação global, forte e que tem um grande futuro”, sublinhando que Boston é uma cidade com a qual Praia tem uma geminação desde 2015.

Para Ulisses Correia e Silva, Boston é uma cidade de referência mundial com a qual Cabo Verde tem muito a aprender na área de promoção de atracção de investimento, de conhecimento, de externalidades que as comunidades podem exportar para o país, acrescentado que esta aproximação é de interesse mútuo para Cabo Verde e para os cabo-verdianos que estão e vivem em Boston.

Depois de destacar o êxito da primeira gala de sucesso dos cabo-verdianos nos Estados Unidos da América (Boston), Ulisses Correia e Silva disse que Cabo Verde tem tudo a ganhar com esta parceira e com a própria comunidade emigrada.

Considerou que “mais do que um retorno sentimental, é necessário um retorno de celebração dos quadros, políticos, universitários, homens de negócios que podem trazer de volta aquilo que será o grande contributo para Cabo Verde”, observando que o seu Governo está a criar as condições para facilitar este retorno.

Para o primeiro-ministro, a diáspora cabo-verdiana “é trabalhadora” e contribui para desenvolvimento dos países de acolhimento e está bem integrada, notando que “esta é a força de Cabo Verde enquanto uma nação global”.

O chefe do Governo lembrou que a nível governamental existe um gabinete de apoio àqueles que queiram emigrar, sublinhando que é “importantíssimo ter conhecimento dos países de acolhimento e estar preparados para as leis, as regras e culturas por parte daqueles que optam pela emigração”.

O Mayor de Boston, Martin Walsh, disse que esta sua primeira visita a Cabo Verde permite-lhe uma maior conexão com a comunidade emigrada, mas também compreender algo importante sobre o vulcão e como as pessoas conseguem criar “algo incrível e típico”, em vez de fugir.

Martin Walsh disse que a comunidade cabo-verdiana em Boston, que ronda os 13 mil, e os cerca de 40 mil em todo o estado de Massachusetts estão bem integrada e apontou como exemplos o caso de John Barros, que chefia o Departamento de Desenvolvimento de Boston, Viny Macedo, senador estadual, e outros membros da comunidade que integram a sua delegação e que deram testemunho sobre os seus percursos enquanto emigrantes.

Questionado sobre a conversa mantida com os presidentes das Câmaras da ilha do Fogo, Martin Walsh disse que foi, sobretudo, sobre o desenvolvimento integrado dos municípios do Fogo, sobre o Vulcão e como eles podem trazer e contribuir com ideias, estratégias e formas de potenciar este desenvolvimento.

Antes de se deslocar a Chã das Caldeiras, o Mayor de Boston e a delegação que o acompanha, tiveram um encontro com emigrantes cabo-verdianos, na escola secundária de Ponta Verde, onde ofereceu kits informáticos à escola, seguindo depois para uma volta à ilha com paragem em Campanas de Baixo, presenciando o ritual da Banderona.

Em Chã das Caldeiras, três casos de emigrantes de sucesso partilharam os seus percursos com os presentes, sendo um deles John Barros, chefe do Departamento de Investimento da cidade de Boston que destacou a importância da identidade para os cabo-verdianos da diáspora.

Este, que nasceu nos Estados Unidos da América, disse que a primeira vez que visitou Cabo Verde sentiu ofendido porque as pessoas lhe chamaram de “americano”, observando que ser cabo-verdiano “é muito importante” e constitui “motivo de orgulho” levar a cultura cabo-verdiana para frente e defender os nossos valores e transmiti-los aos jovens.

“Sou cabo-verdiano, não só de sangue como de cultura e de identidade. E isso para mim dá força e hoje temos cabo-verdianos na América bem integrado em várias áreas e somos invejados por outras comunidades”, disse John Barros, frisando que o sucesso vem de confiança e que esta vem de segurança, apelando aos emigrantes a agarrarem as oportunidades para que possam ter uma vida melhor porque, ajuntou, capacidade para tal, não falta.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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