19 Março 2019

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São Filipe: CPR do PAICV acusa autarquia de falta de capacidade para executar projectos 

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São Filipe, 22 Fev (Inforpress) – A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV acusa a Câmara Municipal de São Filipe de falta de capacidade para implementar os projectos delineados e financiados no quadro do empréstimo bancário de 150 mil contos ocorrido em 2017.

Numa conferência de imprensa realizada nas instalações do aprisco/matadouro municipal, António Cula, membro da CPR, disse que após a realização de uma visita a várias localidades e a algumas infra-estruturas com o objectivo de reforçar a fiscalização à gestão da câmara de São Filipe e da aplicação de recursos municipais, com especial destaque para o empréstimo realizado para realização de um conjunto de projectos, constatou-se que muitos estão parados e outros por iniciar.

“Infelizmente com a visita comprovamos tudo o que já tínhamos previsto e denunciado e os sanfilipenses devem saber que não houve a melhor aplicação e utilização dos recursos financeiros resultante do empréstimo bancário”, disse António Cula, observando que a CPR do PAICV esperava encontrar “projectos estruturantes, robustos, acabados, eficientes e eficazes e que respondem às necessidades do município e principalmente da juventude”.

Este disse que sobre o cenário de endividamento do município, o PAICV sempre demarcou justificando que existia outros caminhos alternativos com maior transparência para fazer o empréstimo, sem prejudicar ou lesar o município e a sua gente, sublinhando que da forma como foi feita, a autarquia pagou juros a mais que poderiam ser poupados se a modalidade de desembolso fosse alinhada com a edificação das obras.

Pelas contas do PAICV, neste momento a câmara de São Filipe paga em média 1700 contos mensais referente ao empréstimo contraído em 2017 e passados dois anos após a contração do empréstimo, a mesma “tomou todo o dinheiro de uma só vez, tem na sua conta, está a pagar juros e não consegue realizar os projectos, e como forma de enganar a população leva o equipamento, dá o sinal de que vai iniciar as obras e nada disso acontece”.

A CPR do PAICV-oposição, no dizer do seu membro, António Cula, afirma que há obras previstas no quadro do empréstimo que nem sequer arrancaram, como os polivalentes de Congresso, Galinheiro e S. Jorge, outras que arrancaram sem projectos de arquitectura e de engenharia e sem orçamento, constituindo por isso “verdadeiros estaleiros inacabados”, sendo que o caso “mais gritante” é o do matadouro municipal que, segundo o PAICV, é prioritário e consta do pacote de empréstimo feito pela câmara, mas também por representar um atentado à saúde pública.

A Comissão Política Regional do PAICV, perante estes sinais e na defesa dos “superiores interesses dos sanfilipenses” exorta a edilidade a arrepiar caminho e a estruturar uma visão para “este grande e histórico município” e desenvolver uma governação mais dialogante, inclusive e transparente, advogando que o PAICV estará atento a estas situações e a esta governação defendendo os interesses de São Filipe e apresentando aos munícipes alternativas de uma melhor governação municipal.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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