19 Março 2019

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Exclusão dos Mosteiros do plano de mitigação é uma decisão construída numa visão ilusória da realidade – edil (c/áudio)

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Mosteiros, 08 Fev (Inforpress) – A exclusão dos Mosteiros do programa de mitigação dos efeitos do mau ano agrícola do Governo é uma decisão unilateral e estribada numa construção ilusória de que o município teve um bom ano agrícola, considerou hoje o edil.

Em conferencia de imprensa para repudiar a exclusão e apelar o Governo a rever a situação, o presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, considerou que a avaliação do Ministério da Agricultura é “absolutamente inconsistente e facilmente desmentida pelos factos”.

Indicou que quando ouviu o anúncio pela comunicação social pensou tratar-se de um lapso ou de uma “brincadeira de mau gosto”, pois segundo o mesmo, “ninguém de bom senso excluiria os Mosteiros de um pacote para enfrentar os efeitos de um mau ano agrícola”.

Para Carlos Fernandinho Teixeira, no ano passado, e na sequência do mau ano agrícola, o “Ministério da Agricultura, numa determinação sem precedentes, quis que a câmara realizasse um programa descontextualizado da proposta inicial” já que as acções seriam implementadas em Monte Velha e Chã das Caldeiras, pretende agora desconsiderar com a exclusão do programa.

Para o autarca, talvez a exclusão do seu município constitui um “ajuste de contas porque como no ano passado não foi possível implementar a política da mesma forma como tinha sido traçada pelo Ministério da Agricultura, que consistia em fazer as intervenções na zona florestal de Monte Velha e na zona de Bangaeira, que pertence ao município de Santa Catarina, este ano arranjaram este expediente para vingar e descriminar a população dos Mosteiros”.

O edil desafia o Ministério da Agricultura a provar que Mosteiros teve um bom ano agrícola em 2018 e ao mesmo tempo aconselha o Governo a arrepiar o caminho e integrar o município no plano de mitigação, indicando que a produção em toda a zona baixa foi nula é inacreditável considerar 2018 um ano de colheita.

“Mesmo para as zonas altas os agricultores foram confrontados com pragas que destruíram em larga medida as colheitas”, disse o edil, apelando o “Ministério da Agricultura para não confundir pastos com colheita”.

“Esperamos não ter havido má-fé ou sinais de vingança para com o município pobre e desprovido de recursos para, sozinho, enfrentar mais este mau ano agrícola”, disse Carlos Fernandinho Teixeira, pelando o Governo a arrepiar este caminho e voltar a considerar Mosteiros no programa de mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola.

“De todos os municípios agrícolas de Cabo Verde apenas Mosteiros é que foi excluído do plano e é sintomático a ideia do Governo em relação aos Mosteiros e sabemos qual a verdadeira intenção”, advogou o edil, para quem a exclusão vai ter “impacto negativo” na vida das pessoas e os indicadores sociais como educação e na saúde vão descer.

Segundo o autarca, a edilidade tem a noção de que não abundam recursos no país e, por isso, o montante que solicitou através do plano de emergência encaminhado ao Governo em tempo útil, no valor de cerca de 14 mil contos, não é suficiente para resolver todos os problemas mas o necessário para mitigar os efeitos do mau ano agrícola.

Em nenhuma circunstância o município como Mosteiros podia ficar de fora deste processo e não faz sentido classificar Mosteiros na mesma posição que a Ilha do Sal, que recebe do Fundo de Turismo 192 mil contos, referiu.

JR

Inforpress/Fim

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