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Quinta, 02 Maio 2019 12:15

São Filipe: GPAIS considera vergonhosa a forma como a edilidade tem estado a recolher o lixo (c/áudio)

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São Filipe, 31 Jan (Inforpress) – O Grupo por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS-oposição) considerou hoje “vergonhosa” a forma como a edilidade, há mais de dois meses, vem efectuando a recolha de resíduos sólidos urbanos na cidade”.

O líder do GPAIS, Luís Pires, convocou a imprensa para manifestar a sua preocupação em relação ao “estado de abandono” em que se encontra São Filipe.

Disse que “há mais de dois meses que a câmara está a fazer recolha de lixo em viaturas de caixa aberta, com bidões tombados e lixos espalhados por cães vadios” e pergunta “onde param os 40 mil contos que a edilidade recebe anualmente para o ambiente”.

“Dizem que em Fevereiro vai chegar um camião acompanhado de contentores. Já vem tarde demais porque neste momento já deveria estar a resolver outros problemas ambientais como a deslocalização da lixeira e a rede de esgotos da cidade”, afirmou Luís Pires, indicando que o diálogo iniciado durante o seu mandato com potenciais financiadores para a rede de esgotos de São Filipe não teve continuidade necessária pela actual equipa.

Para o GPAIS, a câmara, está de “forma atrapalhada, sem planos e projectos” a dar início a pequenas “obras de cosméticas nas calçadas”, sublinhando que a “prioridade inteligente é para rede de esgotos e não para repavimentação artística” que, segundo o mesmo dentro de pouco tempo será danificada com abertura de valas para rede de esgotos.

“Compreendemos, mas não aprovamos esta eufórica precipitação que já é típica desta câmara de bolso cheio e testa vazia”, refere o líder do GPAIS para quem tudo está sendo adiado.

Lembrou que os projectos de 2017 e 2018 foram adiados para 2019 e mesmo o plano de emergência para acudir ao mau ano agrícola, “deficientemente cumprido”, está a ser transferido para 2019.

“Não há projectos estruturantes nem, para o município nem para a ilha”, frisou Luís Pires, indicando que os projectos municipais e nacionais encontrados ou estão parados ou não tem dada de conclusão.

“Do anel rodoviário já ninguém fala, nem da meia-lua nem da lua cheia, registando um eclipse total” a nível da gestão, acrescentou.

O GPAIS pede que ao menos sejam asfaltadas as vias de porto de Vale dos Cavaleiros até a rampa que dá acesso ao aeródromo, do acesso ao hospital regional e do troço que liga Patim a Salto, bem como a iluminação e ampliação do aeródromo de São Filipe, que poderia estar concluído com menos custos para o Estado se os grandes investimentos privados tivessem merecido atenção da edilidade e do Governo.

O GPAIS mostra-se preocupado com silêncio do edil de São Filipe em relação ao plano nacional de emergência para fazer face a mais um ano de seca, não obstante ter conhecimento de que o seu município vai ficar sem nada ou apenas com migalhas.

“Esta câmara não pode continuar muda e surda”, advogou Luís Pires, estranhando que pessoas que “antes falavam por tudo e por nada, hoje não tem coragem para dizer nada”, numa altura em que “não há trabalho e a população rural está sem meios para se aguentar este segundo ano de penúria”.

JR/CP

Inforpress/Fim

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