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Fogo: Desaparecimento de pessoas no mar e agressão com arma de fogo são principais ocorrências da quadra festiva – PN

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São Filipe, 08 Jan (Inforpress) – O desaparecimento de três pessoas no mar na ilha Brava e a agressão com arma de fogo em Lapinha (Cova Figueira) são as principais ocorrências registadas na quadra festiva pela Polícia Nacional na região Fogo/Brava.

O comandante da Polícia Nacional (PN) da Região Fogo/Brava, o comissário Roberto Costa Fernandes, disse que a época natalícia e de passagem de ano foi tranquila pese embora o registo das duas ocorrências de maior relevância, sendo uma não criminal na ilha Brava, em que se registou perda de vidas humanas, pois dos três pescadores desaparecidos no mar, um foi resgatado com vida, um outro sem vida e uma terceira pessoa continua ainda desaparecida.

“A PN registou uma ocorrência com agressão de arma de fogo, no bairro de Lapinha na cidade de Cova Figueira, na ilha do Fogo, em que a vítima (jovem de 27 anos) foi transferida para Praia e não se sabe a situação de saúde dela. O agressor (um jovem de 25 anos) foi detido em flagrante delito, e presente ao tribunal para o primeiro interrogatório de pessoa detida e ficou em prisão preventiva”, disse o comandante regional, indicando que a PN fez a apreensão da arma utilizada, uma pistola de calibre 6.35 milímetros.

Além destas duas ocorrências, o período festivo foi “tranquilo”, tendo o Comando Regional da PN, integrado pelas esquadras de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina (Fogo) e da Brava, registado um total de 117 denúncias, menos três que em igual período do ano passado e uma apreensão de arma de fogo.

Em termos de apreensão de substâncias psicotrópicas foram apreendidos 11 tacos de padjinha, menos de 50 por cento do período homólogo de 2017, 1025 litros de aguardente de “qualidade duvidosa”, que foram retirados de circulação e do consumo evitando consequências graves de comportamento e criminal.

Um total de 14 pessoas detidas, no quadro do plano “natal e fim do ano em segurança”, foram apresentadas ao Ministério Público, mais duas que no ano passado, 128 pessoas foram conduzidas às esquadras para identificação, mais 42 que no igual período de 2017 e foram registadas 285 chamadas para os números de emergência da PN, mais 87 que no ano passado.

Em termos de trânsito foram fiscalizados 477 veículos, menos 76 que em 2017, aplicadas 31 coimas mais dez que em igual período do ano passado, e realizadas dez operações stop e 11 outras operações policiais à semelhança do ano anterior.

O comandante da Polícia Nacional (PN) da Região Fogo/Brava fez igualmente o balanço do ano de 2018, que, no seu entender, foi “tranquilo” e em que se registou uma diminuição da criminalidade em todas as tipologias, na ordem dos 13 por cento (%).

Comparativamente a 2017, no ano passado a PN registou menos 255 denúncias, o que corresponde a menos 13%, sendo contra pessoas menos 161 casos (-14%) e contra património menos 94 casos (-16,8%).

Os crimes contra pessoas mais registados em 2018, segundo dados estatísticos do Comando Regional da PN, é liderado pela Violência Baseada no Género (VBG) com um total de 286 casos, mais 30 que no ano de 2017, correspondendo a um aumento de 11.7%, seguido de ofensas simples à integridade com 271 casos, menos 78 que no ano anterior (-22%), injúria com 164 casos, menos 100 que em 2017 (-3787%) e ameaça com 157 casos menos 95 que em igual período anterior (-37,69%).

Já com relação aos crimes contra património também houve diminuição, tendo sido registado em 2018 um total de 184 casos de furto, menos 147 que em 2017 (-44,4%) e 126 casos de roubo, menos seis que no ano anterior (-4,7%).

Em relação a outras ocorrências os dados estatísticos do Comando Regional da PN indicam que foram registados quatro homicídios em 2018 contra três de 2017 e 23 casos de abuso sexual de menores, menos dois casos que no ano anterior.

A redução da criminalidade ao longo dos anos, segundo o comandante da PN na região deve-se às várias operações policiais e à realização de policiamento de proximidade nas zonas mais distantes como forma de diminuir a criminalidade, mas também ao comportamento das pessoas, acrescentando que para 2019 a PN na região vai continuar o trabalho que tem feito e tentar melhorar, lá onde for possível, para obter melhores resultados.

Segundo o mesmo o Comando Regional registou maior índice criminal em 2013, com um total de 340 casos, e que desde então tem registado uma redução gradual da criminalidade, com excepção de 2015, ano a seguir à erupção vulcânica em que houve um “ligeiro aumento” de sete por cento que se deve a maior circulação de pessoas e bens, registando depois a redução em 2016 de quatro por cento, 15% em 2017 e 13% em 2018.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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