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Fogo/Retrospectiva/Óbito: 2018 marcado pela perda de figuras simbólicas e por vítimas de homicídios, acidentes de viação e de trabalho

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São Filipe, 31 Dez (Inforpress) – O ano de 2018 que está prestes a terminar fica marcado pela perda de várias figuras simbólicas da ilha do Fogo e por alguns casos de homicídios que abalaram várias comunidades e acidentes de trabalho e viação.

No início do ano (Fevereiro) um jovem de 31 anos suicidou-se com recurso a uma arma de fogo depois de ter assassinado a namorada de 21 anos com a mesma arma, na localidade de Cabeça do Monte, no município de São Filipe.

No mês de Abril, na semana em que a cidade festejava o dia do município, falecia o enfermeiro, fundador e dirigente do Botafogo e aquele que foi o primeiro delegado do Governo depois da Independência, mas também deputado, Rolando Lima Barber “Senhor Zuca”, mergulhando a cidade e a ilha numa profunda tristeza tal era a admiração que as pessoas nutriam por ele.

Ainda no mês de Abril (15), a classe docente e desportiva da ilha perdeu um dos seus membros com a morte do professor e árbitro de futebol, Mário António Barbosa Mendes “Mariozinho”, quatro dias depois de completar os 37 anos, vítima de uma doença prolongada.

No mês de Maio, a mulher mais velha da cidade de São Filipe e da ilha do Fogo, Maria Veiga Amado, conhecida por “Nhánhá di Nho Ntone”, deixou o mundo dos vivos aos 113 anos. Nasceu a 09 de Outubro de 1905, na localidade de Piquinho, zona centro da ilha, a menos de 10 quilómetros da cidade e residia há vários anos na cidade de São Filipe (Bila Riba), onde faleceu no dia 06 de Maio de 2018.

Em Agosto, a ilha perdeu no período de uma semana três figuras, o padre Camilo, a enfermeira dona Lília e o empresário Kim, este último empresário e emigrante nos Estados Unidos da América.

O padre Camilo Torassa nascido em Itália a 17 de Outubro de 1929 faleceu no dia 10 de Agosto, no hospital regional São Francisco de Assis onde estava hospitalizado, aos 89 anos.

Ele que chegou a Cabo Verde a 30 de Janeiro de 1960 (data de desembarque em São Vicente) e à ilha do Fogo em Setembro de 1961, tendo permanecido até Julho de 1992, realizou várias obras emblemáticas da cidade e da ilha, razão pela qual foi homenageado um ano antes da sua morte pela edilidade que lhe atribuiu a chave da cidade.

No dia 11 de Agosto faleceu no hospital regional São Francisco de Assis, o emigrante e empresário no sector marítimo, Aníbal Lopes, conhecido por “Kim de Filipe”, natural dos Mosteiros. Ele era um empresário de sucesso, um “modelo a seguir” por empreendedores, um cidadão sempre disponível para dar seu contributo para as causas do município que o viu nascer.

Várias outras ocorrências marcaram o ano de 2018, nomeadamente o falecimento de um turista de 53 anos, de nacionalidade australiana, numa das pousadas da cidade de São Filipe, momentos depois de regressar de Chã das Caldeiras e de ter escalado o Pico do Fogo.

Um acidente de viação ocorrido na localidade de Almada (São Filipe) com uma motorizada provocou uma vítima mortal, um indivíduo de 60 anos, que foi transferido para o hospital Agostinho Neto, na Praia, mas morreu após uma intervenção cirúrgica.

Nos Mosteiros num outro acidente, envolvendo uma viatura ligeira provocou a morte de um jovem de 22 anos e ferimento a outros três.

Um pescador de 48 anos natural de Fonte Aleixo (Santa Catarina) desapareceu no mar nas proximidades do porto de Vale dos Cavaleiros, sendo que o corpo nunca foi recuperado.

Um indivíduo na casa dos 40 anos foi encontrado sem vida numa ribeira na localidade de Campanas de Baixo (São Filipe) em avançado estado de decomposição e segundo as autoridades sanitárias e policial tudo apontava para um acidente.

O antigo jogador e treinador do Vulcânico Futebol Club e árbitro na década de 80 do século passado, Vlademiro Alves “Totone Filavia” faleceu, em Setembro, na sequência de uma doença prolongada. Participou na fundação do Vulcânico Futebol Club, na década de 50 (1953) foi atleta e depois treinador no pós-independência.

No mesmo mês, desta feita na área da cultura, destaca-se o desaparecimento físico de Daniel Alves mais conhecido por “Nhô Sopa”, uma das figuras das tradicionais festas das bandeiras da ilha do Fogo, vítima de doença prolongada.

Nhô Sopa era descrito por “colador extraordinário” das festas das bandeiras tendo iniciado a lide aos 14 anos e desde então marcou presença nas festas celebradas na cidade de São Filipe como São Sebastião, São Filipe, São João, São Pedro.

O ano fica marcado igualmente por um acidente de trabalho no porto de Vale dos Cavaleiros que provocou a morte do estivador de 55 anos de idade, de nome José António Pereira da Silva, “Sousa”. Era uma figura muito conhecida a nível da ilha por ter sido um excelente jogador de futebol e que representou as equipas ditas grandes da ilha do Fogo, assim como a selecção da ilha por diversas vezes.

Um agente da Polícia Nacional (PN) e representante da Agência Marítima Portuária (AMP) nos Mosteiros perdeu a vida no mar nas proximidades da localidade de Relvas, zona sul do município dos Mosteiros, durante a faina da pesca.

O agente da PN, de nome Nicolau Lopes Teixeira de 55 anos encontrava-se de férias e, segundo o representante do AMP na ilha, Marino Rodrigues, terá se deslocado muito cedo, como fazia habitualmente, à estância piscatória de Fundão para a pesca a linha.

Em Chã das Caldeiras, no mês de Novembro, um jovem de 29 anos, matou à facada um indivíduo de 39 anos. O suposto autor do homicídio teria se desentendido com um indivíduo da costa ocidental africana, mas acabou por matar um originário de Chã das Caldeiras.

Em Dezembro, a cidade de São Filipe e um pouco por todos os recantos da ilha do Fogo receberem com “muita consternação” a notícia do falecimento do compositor e interprete, Daniel Varela “Putchota”.

Putchota, como era carinhosamente tratado por todos, foi um dos artistas (compositores) mais genuínos da ilha do Fogo e de São Filipe, em particular, abordando nas suas composições, aspectos relacionados com a vivência social, através de críticas, tendo as suas músicas sido interpretadas por artistas de renome como Neusa, Assol e Nela de Maria, esta última a residir há vários anos nos Estados Unidos da América.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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