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Retrospectiva’2018/Fogo: Premiação dos vinhos Maria Chaves e engarrafamento de água do Fogo são destaques do ano

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São Filipe, 30 Dez (Inforpress) – A distinção, com medalhas de ouro, dos vinhos Maria Chaves, a constituição da Associação dos Produtores do Vinho da ilha (APVF) e o engarrafamento da água são os destaques do sector económico ocorridos ao longo do 2018.

Os vinhos Santa Luzia (branco) e Pico do Fogo (tinto reserva) foram premiados no vigésimo sexto concurso internacional de vinhos externos, realizado no Vale de Aosta, região autónoma do noroeste de Itália, facto que representa uma contribuição para valorização dos produtos nacionais e sua expansão e penetração em mercados turísticos.

Ainda neste sector, foi constituída a Associação dos Produtores do Vinho da ilha do Fogo (APVF) cujo propósito além de defender o vinho através de protecção da Denominação de Origem Registada (DOR), é a internacionalização do vinho do Fogo com a criação da marca “wines of Fogo”, mas também a criação de um laboratório de análise e controlo de qualidade dos vinhos produzidos na ilha.

A Vinha Maria Chaves e adega de Monte Barro, propriedades de Associação de Solidariedade e Desenvolvimento (ASDE) lançou no mercado, o seu mais novo produto, o “vinho Passarinha”, colheita de 2017, com tonalidade esverdeada, com aroma intenso de frutos tropicais e um toque de ervas (hortelã, erva-cidreira).

A Associação de Solidariedade para o Desenvolvimento (ASDE) iniciou este ano, o engarrafamento da água do Fogo e a sua colocação no mercado das ilhas do Fogo e Brava, a “custo acessível”, numa primeira fase.

Trata-se da “água do Fogo – a pureza de vulcão”, engarrafada através de uma unidade de produção contentorizada com capacidade para produzir mil garrafas de meio litro (0.5 litros) e 700 garrafas de um litro e meio (1.5 litros) /hora, funcionando na dependência das instalações da adega de Monte Barro da Vinha Maria Chaves, propriedade da ASDE.

Ainda na área de vinho, a adega Chã, participou numa feira internacional “Expo Shangai” (China) que contou com a participação de mais de 150 países e num seminário sobre promoção do comércio para países de língua oficial portuguesa.

No domínio de café, a amostra do café 100 por cento (%) arábica e orgânico do Morgadio de Monte Queimado, a maior propriedade unificada de produção de café na ilha, participou pela segunda vez, na edição da feira internacional “Terra Madre salone del gusto 2018” que decorreu em Turim, Itália.

Quanto à produção, neste ano que ora finda, ela ficou aquém da expectativa, mas mesmo assim, a empresa Fogo Coffe Spirit, que não conseguiu exportar a sua produção para a multinacional norte-americana Starbucks, vendeu, pela primeira vez, 11 toneladas de café comercial à empresa de produtos alimentares e bebidas, Emicela, tendo entregado toda a quantia na sede de mesma na ilha da Boa Vista para torrefação.

A Cooperativa de Produtos Agrícolas e Pecuárias (COOPAP) de Cutelo Capado inscreveu uma grande parte dos 27 criadores e fornecedores de leite no sistema de previdência social como trabalhadores por conta própria e no sistema bancário para facilitar no processo de pagamento.

Na fileira de queijo, destaca a instalação de equipamentos de laboratórios e de acções de formação no âmbito do programa “cluster” de queijo, financiado pela União Europeia com apoio técnico da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

O projecto “práticas agroecológicas resilientes e comercialização participativa como instrumento de nutrição escolar e segurança alimentar comunitária para as populações das ilhas de Santo Antão e Fogo” foi apresentado aos parceiros da ilha e as acções devem começar a partir de Janeiro de 2019.

O projecto de extensão da rede de abastecimento de água a noroeste de São Filipe, até Campanas de Cima, foi retomado e várias localidades foram cobertas com rede pública de abastecimento de água potável em 2018.

O projecto “Rotas do Fogo: modelo do agroturismo como reforço das organizações locais do turismo rural e sustentável na ilha do Fogo”, financiado pela União Europeia, iniciou as suas actividades de forma oficial no início deste ano.

Executado pela organização não-governamental italiana Cospe, o projecto visa promover o turismo sustentável e comunitário como factor de geração de rendimentos e melhoria das condições socioeconómicas em Cabo Verde.

Tem a duração de dois anos e meio e um financiamento global de 553.430 euros dos quais 498 mil euros é a contribuição da União Europeia e a parte restante dos demais parceiros e instituições envolvidas.

JR/CP

Inforpress/Fim

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