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Ilha do Fogo: Abertura do serviço de otorrino vai permitir a hospital dar respostas às patologias e reduzir envio de doentes para hospitais centrais

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São Filipe, 09 Nov (Inforpress) – A abertura do serviço ambulatório de otorrinolaringologia vai permitir ao hospital regional São Francisco de Assis dar uma resposta melhor às patologias de ouvido, garganta e nariz e diminuir o encaminhamento de pacientes para outros hospitais.

No acto da abertura do espaço, após instalação dos materiais e equipamentos doados por um especialista italiano, já falecido, que a direcção do hospital prestou uma homenagem, o director, Evandro Monteiro, disse que este acto faz parte de um programa sonhado e idealizado pelo hospital, já que se tratava de uma das especialidades que os pacientes eram atendidos pontualmente e com alguma irregularidade.

De acordo com o responsável, havia a necessidade de se criar um serviço equipado com materiais adequados para, a nível do hospital e da região sanitária, efectuar estudos adequados das patologias de ouvido, nariz e garganta.

O hospital tem algumas parcerias, sendo uma das mais importantes quer em termos de resultados quer de continuidade, a estabelecida com a Associação dos Médicos em África de Génova (Itália) e que, através de conversas, viu-se essa necessidade, tendo a associação se posicionado de imediato para ajudar o hospital a colmatar esta necessidade.

Segundo Evandro Monteiro, os equipamentos de um especialista da área de otorrino, já falecido, foram doados, através dos seus familiares, nomeadamente uma cabine audiométrica, um aparelho de audiometria e outros equipamentos para diagnóstico das patologias das referidas áreas, todos materiais de “alta qualidade e em bom estado de conservação”, razão pela qual a direcção do hospital aproveitou para render um tributo a este especialista filantropo.

“Com os aparelhos e materiais para cirurgias, a partir de agora, o hospital passa a dar uma resposta melhor às patologias de ouvido, garganta e nariz”, disse Evandro Monteiro, indicando que, no quadro das relações internas, há todo um sinal positivo para, a partir deste mês de Novembro, uma especialista nacional do hospital Agostinho Neto se deslocar a São Filipe para consultas.

Para uma segunda fase, explica, com os doentes estudados e rastreados com os materiais disponíveis, associado a uma anestesista, que será necessário, o hospital pode efectuar algumas cirurgias do fórum otorrino.

“Já conseguimos fazer algumas cirurgias, mas de forma irregular e o objectivo é depois de apetrechar o ambulatório, criar as condições logísticas e serviço com periodicidade trimestral, com apoio do hospital Agostinho Neto e com especialistas estrangeiros começar a dar uma resposta a esta área que há muita necessidade na ilha e na região”, disse Evandro Monteiro.

O responsável indicou que no passado mês de Março, nas consultas realizadas por especialistas italianos, foram diagnosticados muitos problemas e muitos dos pacientes tinham necessidade de uma abordagem cirúrgica para o devido tratamento.

Na valência de otorrinolaringologia, segundo o director do hospital, a nível de região, há uma lista de espera importante e que este estabelecimento hospitalar pretende dar resposta adequada, porque, segundo explicou, “é melhor trazer um especialista do que enviar cinco ou 10 doentes para Praia”.

O otorrinolaringologista italiano Silvio Brera disse que o serviço dispõe de aparelhos e materiais para estudos clínicos ambulatórias, diagnósticos de ouvido, garganta e nariz e materiais para prestação de um serviço nesta área de especialidade.

Este especialista, que faz a segunda missão à ilha em menos de um ano, disse que na primeira abordagem realizada em Março, de entre os pacientes atendidos, 45 necessitavam de intervenção cirúrgica, sendo que a maior parte deles foram submetidos a tratamento cirúrgico recentemente, aquando da deslocação de uma outra equipa italiana, integrada por cirurgião e anestesistas.

Dato Dometrio, responsável da Associação Médicos em Africa de Génova (Itália, disse que esta associação colabora com o hospital há 14 anos nesta e noutras áreas, indicando que o hospital, construído pelos Capuchinhos,que depois doou ao Estado de Cabo Verde, cresceu muito com o passar do tempo, e que faz sentido ter uma especialidade como de otorrino, com prestação de um serviço de qualidade.

“Temos um carinho especial para o hospital, razão por que a associação está a investir e participar na abertura do espaço”, disse Dato Dometrio, indicando que os equipamentos foram doados por um colega e amigo, mostrando seguro que através deste acto “ele permanecerá vivo enquanto seus materiais e equipamentos servirão às outras pessoas que necessitam”.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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