14 Novembro 2018

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Ilha do Fogo: Formação e instalação de equipamentos de laboratórios no âmbito do clauster de queijo programados para este mês

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São Filipe, 01 Nov (Inforpress) – A instalação de equipamentos de laboratórios e de acções de formação vão ser implementadas no decurso de Novembro, no âmbito do programa clauster de queijo, financiado pela União Europeia, com apoio técnico da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

O presidente do agrupamento de queijo da ilha do Fogo, Manuel Mendes, disse à Inforpress que estão programadas acções de formação nas áreas de higiene, qualidade e desenvolvimento dos produtos, mas também instalação dos equipamentos de laboratório para analise do leite.

O responsável adiantou que os equipamentos já se encontram na Cidade da Praia, aguardando a transferência do contentor para a ilha do Fogo para se iniciar a instalação.

Segundo o mesmo, a formação e equipamentos destinam-se a todos os produtos, assinalando a existência de duas unidades semi-industriais existentes na ilha, a Suifogo e a cooperativa COOPAP de Cutelo Capado, sublinhando que a nível tradicional não há número exacto, mas o projecto contempla pastores/produtores tradicionais que têm alguma capacidade de produção de certa quantidade de queijo/dia.

O agrupamento pretende aumentar a competitividade da cadeia de valor do queijo de cabra para melhorar as condições de vida dos pequenos criadores e produtores e promover o desenvolvimento local inclusivo e sustentável, assim como juntar produtores a defender interesses comuns em matéria de queijo e alavancar este sector, através de investimento em equipamentos e formação de produtores.

A Inforpress soube junto dos responsáveis da empresa Suifogo e da Cooperativa de Produtos Agrícolas e Pecuárias (COOPAP) de Cutelo Capado, que as duas unidades semi-industriais produzem em conjunto mais de 600 queijos diários e alguma quantidade de requeijão que são comercializados sobretudo na Cidade da Praia, que representa 95 por cento (%) do mercado.

Manuel Mendes, que é também responsável de Suifogo , avança que a sua unidade transforma em média 320 a 330 litros de leite (cerca de 330 queijos) dia e aguarda-se para mais dias ver como as coisas vão evoluir em termos de produção.

Este disse que o aumento da produção depende da situação do pasto e que de momento não tem uma ideia concreta, avançando que a tendência é manter a produção, pese embora entre Patim e Brandão haja pouco pasto, mas nas zonas altas há pastos aceitáveis, existindo condições para o aumento da produção de leite.

Além de queijo, a Suifogo produz requeijão, cerca de 400 frascos de 200 mililitros por semana, mas também linguiça e carne de porco que são comercializados na ilha do Fogo e na Cidade da Praia, já que por questões de transporte não é possível colocar os produtos nas outras ilhas.

“O maior problema do sector de pecuária é o transporte inter-ilhas, a questão de importação de equipamentos e custos dos factores de produção (electricidade e água) ”, disse Manuel Mendes, esperando que, com a nova lei de política industrial, que o Governo está a trabalhar, venha a ser criada uma tarifa de electricidade para indústria.

O responsável da COOPAP, Camilo Nédio, avançou à Inforpress que esta unidade produz actualmente uma média de 300 queijos/dia, através de leite disponibilizado por 27 criadores das zonas situadas entre Miguel Gonçalves e Monte Grande e que nos próximos dias vai alargar a rede passando, a receber leite de mais 12 criadores, já que aposta aumentar a produção para 500 queijos até o final do ano, além de requeijão.

Esta unidade está equipada a 100 por cento (%) com energias renováveis (solar) para o funcionamento dos equipamentos de produção e de conservação de queijo que, à semelhança de Suifogo, tem na Cidade da Praia o seu principal mercado.

Apesar das melhorias introduzidas na cooperativa, Camilo Nédio indica que serão introduzidas obras de ampliação para receber os equipamentos, no quadro do programa clauster de queijo, mas também para reunir as condições para que possa ser certificada pela ARFA.

Neste sentido, acções de formação serão desenvolvidas e plano de HCCP será elaborado para depois solicitar uma missão técnica da ARFA para vistoria e emissão do certificado de produção.

Quanto à unidade de produção de queijo da Associação dos Trabalhadores Agro-pecuários de Monte Genebra (Tragropecu), com capacidade para produção diária de 400 queijos, apesar de ter beneficiado, há uns anos, de um financiamento da Fundação para o Desenvolvimento Africano (ADF), para sua reestruturação, a mesma está inoperante, esperando pareceres de ARFA para retomar a actividade de produção de queijo.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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