21 Janeiro 2019

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Fogo: Pasta com informações da comissão de inquérito desaparece das instalações da AM, diz presidente da comissão

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São Filipe, 23 Out (Inforpress) – A pasta contento documentação e informação da comissão eventual de inquérito para averiguar as irregularidades ocorridas entre Setembro de 2016 e Dezembro de 2017 desapareceu das instalações da Assembleia Municipal de São Filipe, segundo o presidente da comissão.

O eleito municipal Euclides Fernandes, também presidente da comissão de inquérito criada a pedido do PAICV, para averiguar os primeiros meses da gestão daactual equipa camarária, disse àInforpress que a pasta encontrava-se nas instalações da Assembleia Municipal e que desde o início quando a edilidade disponibilizou a documentação, a mesma foi recebida pelo secretário da Mesa da Assembleia Municipal, Mário Cabral.

Na primeira reunião, acrescentou a mesma fonte, os integrantes da comissão decidiram que a pasta ficaria nas instalações da Assembleia por questões de segurança.

Euclides Fernandes, questionado em que sítio a mesma se encontrava indicou que os espaços existentes são para os gabinetes do secretário e do presidente e que as forças políticas não dispõem de gabinetes, e por isso a mesma encontrava-se no espaço do secretário, juntamente com outras pastas contendo actas, deliberações, mas também equipamentos informáticos e que “a única pasta que está desaparecida é a da comissão de inquérito”.

A mesma terá desaparecida entre Julho e Setembro, porque, explicou o presidente da comissão de inquérito, os elementos da comissão trabalharam até o mês de Julho e como a maior parte dos elementos são professores e entraram de férias os trabalhos foram suspensos e quando foram reiniciar os trabalhos, há duas semanas, para elaborar o relatório final e a conclusão, não encontraram a pasta.

Este disse que deu a conhecer a situação ao presidente da AM, Adolfo Rodrigues, e solicitou esclarecimento sobre o paradeiro da pasta, mas este encontrava-se fora da ilha e prometeu uma resposta, mas apesar de já ter regressado ainda não forneceu à comissão quaisquer informações sobre a pasta.

Também o secretário da AM, segundo o presidente da comissão de inquérito, “não sabe por onde anda a pasta da comissão”, estando o trabalho suspenso porque toda a documentação e informação estão nesta pasta, desde a declaração do presidente da câmara, informações relativas aos projectos, contratos, empréstimos, concursos das obras, e sem essas informações não será possível elaborar o relatório e concluir o trabalho da comissão.

O inquérito foi iniciado em Janeiro de 2018 mas a comissão só recebeu a pasta no passado mês de Março e o presidente estranha o seu sumiço porque “não há vestígio de arrombamento e o espaço contínua intacto”. Questiona o porquê de, no meio de várias outras pastas com documentos, actas, deliberações, apenas a da comissão de inquérito ter desaparecido.

Já o presidente da Assembleia Municipal de São Filipe, contactado pela Inforpress, disse que a “pasta não pode perder se há um espaço na Assembleia”, indicando que é da responsabilidade da comissão se ela terá desaparecida.

“A comissão tem um presidente, cabe a ele e seus membros guardar a pasta e não a deixar abandonada em qualquer sítio onde não está ninguém ou de portas abertas”, advogou o presidente da AM, reafirmando que “na Assembleia, ela não pode ter perdido e que deve estar com alguns dos elementos”. “As pessoas têm de assumir as suas responsabilidades”, sublinhou.

Segundo o presidente da AM de São Filipe, a comissão de inquérito tem de recolher documentos que devem estar sob posse dos seus membros, e defende que o presidente desta comissão é o primeiro responsável pela eventual perda da pasta.

“Me parece que estão a inventar esta perda para justificar a mediocridade e ineficácia, porque foi uma comissão criada há mais de um ano e ainda não produziu nenhuma peça. Querem justificar mediocridade alegando a perda de pasta”, disse o presidente da AM, indicando que não está por dentro e que foi informado pelo presidente da comissão, mas acredita tratar-se de mais um “fake news” (notícia falsa).

JR/ZS

Inforpress/Fim

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