14 Novembro 2018

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Deputados do PAICV pelo Fogo: População de Chã queixa-se de abuso das autoridades e da falta de diálogo

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Os deputados do PAICV pelo círculo eleitoral da ilha do Fogo, Nuias Silva e Eva Ortet, afirmam que a população de Chã das Caldeiras queixa-se de abuso das autoridades, em especial da Câmara Municipal de Santa Catarina.

Conforme a Inforpress, parlamentares do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV- oposição), que domingo terminam uma visita de quatro dias ao círculo, afirmaram sábado, em conferência de imprensa, que do contacto com a população de Chã constataram que a “Câmara de Santa Catarina do Fogo, ao invés de dialogar com a população, tem preferido a via da “intimidação e perseguição para levar avante os seus intentos”.

Segundo os residentes, a inexistência de diálogo na execução do plano para as pessoas de Chã das Caldeiras, nomeadamente a construção das habitações (52), é um dos aspectos demonstrativos e que as pessoas que ainda estão em casas arrendadas são intimidadas pelos senhorios e pela Câmara que exigem as pessoas que têm funcos na Caldeira para desocuparem os alojamentos em regime de renda.

Outro aspecto que se configura como perseguição, na óptica dos parlamentares, é que neste momento a edilidade pretende cobrar impostos, mas não há uma forma dialogante para se fazer isso, indicando que é preciso falar com as pessoas por ser essa a melhor forma para que elas entendam que há projectos, desafios para o desenvolvimento de Chã.

“A população está triste e revoltada com a falta de solução efectiva para os seus problemas, volvidos que são quase quatro anos após a erupção”, disse Eva Ortet, indicando que os deputados do PAICV entendem que quase quatro anos após erupção, “só por falta de atenção, dialogo e prioridade é que se entende que ainda tenhamos pessoas em situação de deslocados e a precisar de ajuda”.

Segundo ainda a Inforpress, a parlamentar entende que essas pessoas á deviam estar nas suas actividades e a levar uma vida normal, mas que “o Governo e a Câmara de Santa Catarina insistem em descurar as suas obrigações sociais em situações de pós desastre”.

Durante a visita a Chã das Caldeiras, os deputados mantiveram contactos com o responsável da M_EIA, instituição que tem uma parceria com Governo para acompanhamento da implementação do plano detalhado de Chã das Caldeiras (PDCC) e a oportunidade de se inteirarem sobre andamento do projecto e visita a algumas infra-estruturas em andamento, como o jardim-de-infância e as estradas.

Em relação à estrada Cova Tina/Portela/Bangaeira, os deputados congratularam-se com o facto de, após terem questionada a ministra das Infra-estruturas no Parlamento da razão por que a população ainda não conhece o traçado, foi enviada uma equipa que neste momento está a trabalhar em concertação com a empresa responsável pela execução da obra.

Durante a visita os parlamentares do PAICV não conseguiram obter informações sobre a fiscalização da obra nem da existência de estudos de impacto ambiental da estrada que está sendo construída numa área protegida, indicando que no “o painel que indica informações sobre a construção não está referenciada a fiscalização, o que significa que não tem”.

Os deputados estão também preocupados com a inexistência de estudo de impacto ambiental e questionam o silêncio do Director Nacional do Ambiente (DNA) que foi durante vários anos coordenador do Parque Natural do Fogo (PNF) e dos responsáveis do Parque sobre esta questão, conclui a mesma fonte.

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