21 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo: Distinção dos vinhos Maria Chaves é um exemplo que produtos genuínos podem alcançar níveis de reconhecimentos importantes

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São Filipe, 14 Out (Inforpress) – O ministro da Indústria, Comércio e Energia disse, sábado, que a distinção dos vinhos Maria Chaves é um exemplo de que os produtos genuínos de Cabo Verde, devidamente trabalhados podem alcançar e almejar níveis de reconhecimento internacionais importantes.

Alexandre Monteiro falava na cerimónia para celebração da conquista de medalhas de ouro pelos vinhos Santa Luzia (branco) e Pico do Fogo (tinto reserva) no vigésimo sexto concurso internacional de vinhos externos, realizado no Vale d’Aosta, região autónoma do noroeste de Itália.

O governante afirmou que as medalhas são uma distinção dos envolvidos, colaboradores, trabalhadores em toda a linha de produção, mas também, uma distinção para a ilha e para Cabo Verde, que representa também uma contribuição para valorização dos produtos nacionais e sua expansão e penetração em mercados turísticos.

Quanto a expansão do mercado e no caso concreto da ilha do Fogo, que tem um potencial agrícola enorme e um “know-how” de transformação de produtos agrícolas, Alexandre Monteiro sublinhou que constitui uma oportunidade para desenvolver todo a cadeia produtiva na ilha.

“A qualidade é um elemento fundamental e decisivo para competitividade e valorização dos produtos nacionais daí a importância que o Governo tem dado e vai continuar a dar ao sistema nacional de qualidade, desde a vertente normativa, infra-estruturas laboratoriais, que é importante, e a certificação”, disse o titular da pasta da Industria, indicando que com relação ao vinho do Fogo é importante que se prossiga os trabalhos conjuntos entre as instituições e entidades e produtores para consolidação e desenvolvimento desse produto.

Trata-se, segundo o ministro, de um produto único e com características únicas e que já alcançou a denominação de origem, que é importante para o reconhecimento do produto além fronteira e permitir a sua penetração em mercados importantes.

Alexandre Monteiro disse que a sua participação na cerimónia de celebração da conquista das duas medalhas, demonstra a particular importância que este facto teve para a ilha e para Cabo Verde.

O governante deixou uma mensagem aos empresários da ilha de que o Governo continua apostar na criação de condições para o desenvolvimento dos produtos da ilha e dos próprios serviços que são importantes para o desenvolvimento socioeconómico.

O mentor do projecto Vinha de Maria Chaves, padre Ottavio Fasano, sublinhou que se está a “celebrar a força e a capacidade que esta terra do Fogo e de Cabo Verde pode dar”.

“Só o sonho de emigrar não vai criar o futuro de Cabo Verde, o seu futuro é valorizar a potencialidade que tem e a qualidade”, disse, observado que a “a realidade de Cabo Verde é dura como o mar e o vulcão do Fogo”, mas é um desafio que cada um deve enfrentar com coragem, esperança e olhando para a sua gente.

Para este responsável da vinha Maria Chaves, a presença do ministro da Indústria demonstra a significativa atenção do Governo de querer “valorizar as coisas concretas”, porque segundo o mesmo é necessária a valorização concreta, sublinhando que “as palavras são fundamentais, mas devem ser concretizadas”.

O edil de São Filipe, Jorge Nogueira, presente na cerimónia, disse que “Maria Chaves, seus trabalhadores, São Filipe, Fogo e Cabo Verde, estão de parabéns” com a conquista das medalhas, pois “não é só o vinho que ficou mais conhecido, é também São Filipe e Cabo Verde”.

Afirmou que “cada vez mais vamos ganhando novos horizontes, fruto de muito querer, acreditar e perseverança”, observando que o próprio é testemunho de quanto o padre Ottavio Fasano acreditou e de vencer as dificuldades para que hoje se possa ter este “grandioso vinho”.

Reafirmou o compromisso da edilidade, de tudo fazer para que projectos idênticos a este ganhem cada vez mais maior dimensão, apontando o caso concerto do projecto-piloto municipal de desenvolvimento de fruticultura e o seu alargamento para 250 famílias.

“Fomos beber naquilo que o padre plantou e estamos seguros que este território vai ser, a médio prazo, conforme o padre sonhou, um grande produtor de vinho, em quantidade, mas sobretudo em qualidade como sempre primou”, disse Jorge Nogueira, indicando que as dificuldades enfrentadas pela vinha de Maria Chaves para ter o essencial para produção, a água, e que levou a diminuição acentuada da produção, estão resolvidas.

Segundo o autarca, todos os furos foram reparados, o projecto de reabilitação das condutas, num valor superior a 50 mil contos, já iniciou, para resolver o grande problema de água, indicando que com a capacidade que a ilha tem no seu lençol freático e que segundo os técnicos, só 25 por cento (%) desta capacidade está sendo aproveitada, significa que há um caminho pela frente e se trata apenas de uma questão de querer, acreditar e trabalhar para aproveitar as muitas potencialidades.

Durante a cerimónia de celebração foi exibido um pequeno documentário sobre a vinha de Maria Chaves e da premiação.

JR

Inforpress/Fim

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