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Erupção Vulcânica: Sistema de abastecimento de água e construção de instalações sanitárias devem ser prioritários – deslocados

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Actualizado a 22/12/2014, 00:09 São Filipe, 22 Dez (Inforpress) – A população deslocada de Chã das Caldeiras, reinstalada nas moradias construídas em 1995, em Monte Grande, consideram prioritários assegura o abastecimento de água e a construção de instalações sanitárias para que possam viver com maior dignidade. A reabilitação e ampliação das 110 moradias de 1995, 70 em Monte Grande e 40 em Achada Furna, cujo valor global, segundo estimativa da equipa multidisciplinar do Instituto de Gestão do Território (IGT), situa-se à volta dos 90 a 100 mil contos, devem ser assumidas pelo governo, mas até que isso aconteça as moradias precisam do básico como água e instalações sanitárias. A recolocação de portas e janelas, pelo menos nas moradias de Monte Grande, estão em curso, de forma lenta, porque a edilidade de São Filipe, em vez de agir de forma célere para garantir melhores condições de habitabilidade das famílias deslocadas, optou-se por concentrar a confecção das portas apenas em três carpinteiros. Segundo os deslocados este facto tem atrasado o processo e passados 29 dias depois da erupção, a maior parte das moradias de Monte Grande ainda não dispõe de portas e janelas em condições. A ligação domiciliária de água ainda não foi possível porque esta zona não dispõe de uma rede pública de abastecimento e a construção de um reservatório na parte alta deste povoado para abastecer as famílias, apesar de anunciada, ainda não se iniciou. Várias famílias instaladas em Monte Grande, apesar de compreender a situação de emergência a que foram obrigados a viver, na sequência da erupção vulcânica, consideram que na ausência de esperança de um regresso à Chã, cujos principais povoados, Portela e Bangaeira, foram consumidos totalmente pelas lavas, as autoridades já podiam ter iniciado a reabilitação, ainda que de forma faseada. As moradias, construídas em 1995 para alojar a população de Chã das Caldeiras, são compostas por dois quartos, uma sala, uma cozinha, um lavabo e cisterna, espaço manifestamente insuficiente para a família de Chã das Caldeiras, na sua maioria composta por vários elementos. Além de ligação de água e construção de instalações sanitárias, defendem o início da ampliação e da reabilitação para garantir melhores condições de vida. Apesar da situação degradante, a população deslocada de Chã das Caldeiras não perdeu as suas qualidades, nomeadamente o sentido de humor em relação ao vulcão do Fogo, a quem continua a chamar de “homi grande” (homem grande), mas sobretudo a sua hospitalidade e a forma amável de receber e conviver com as pessoas. Nos centros, não obstante a inexistência de alternativas, os deslocados de Chã das Caldeiras continuam a aproveitar dos produtos agrícolas que ainda conseguem colher em Chã, como feijão e mandioca. Este ultimo produto quando não é comercializado na localidade, é transformado em farinha, tradicionalmente conhecido por “pirão”, que serve e alimentação quando misturada com leite, café e outros produtos. JR Inforpress/Fim  
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