20 Janeiro 2019

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Pedro Pires foi um dos protagonistas da proclamação da independência da Guiné-Bissau há 45 anos

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Cidade da Praia, 23 Set (Inforpress) – O antigo combatente da luta de libertação Pedro Pires disse hoje que teria de estar presente na cerimonia comemorativa dos 45 anos da independência da Guiné-Bissau, por ter sido um dos protagonistas do acto fundador desse Estado.

O antigo Presidente da República de Cabo Verde fez estas declarações à imprensa à margem da cerimónia de deposição de uma coroa de flores no memorial Amílcar Cabral, para assinalar o 45º aniversário da ascensão da Guiné-Bissau à sua independência nacional, que se assinala a 24 de Setembro, mas que os guineenses residentes em Cabo Verde anteciparam para hoje, por ser um domingo.

Esta cerimónia foi realizada pela Embaixada da Guiné-Bissau na Praia, em parceria com as associações dos guineenses residentes em Cabo Verde, em particular os que se encontram na ilha de Santiago.

Para Pedro Pires, estar presente no acto comemorativo dos 45 anos da Guiné-Bissau é também uma forma de lembrar os companheiros que há quatro décadas e meia estiveram na cerimónia da proclamação da independência daquele país da África Ocidental e que já não se encontram no mundo dos vivos.

Instado sobre o que lhe vem à memoria, quando pensa no que aconteceu há 45 anos em Madina de Boé, Pedro Pires respondeu, entre sorrisos, que não foi um “simples acto de proclamação”, mas sim um processo preparatório que conduziu à cerimónia da proclamação do Estado da Guiné-Bissau”.

“As minhas lembranças vão sobretudo para os antigos companheiros”, precisou Pedro Pires.

Quanto ao futuro da Guiné-Bissau, afirmou que continua “esperançoso e optimista”, adiantando que as jovens gerações têm a responsabilidade de “estabilizar o Estado e promover o desenvolvimento do país”.

“Os outros tiveram a audácia de fundar o Estado soberano da Guiné-Bissau. As jovens gerações têm a responsabilidade de consolidar este Estado e as suas instituições e criar as condições para que as pessoas vivam mais felizes”, indicou Pedro Pires.

Além do acto de deposição de uma coroa de flores no memorial Amílcar Cabral, realizou-se, ainda, uma conferência aberta, em que foram debatidos assuntos nacionais, bem como a participação da comunidade guineense na vida do país.

A Guiné Bissau foi a primeira colónia a ver a sua independência reconhecida por Portugal, em Setembro de 1974. Um ano antes, em Setembro de 1973,  o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), então movimento de libertação,  declarou de forma unilateral, a independência do país.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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