26 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Troço de estrada de Sumbango reaberto três meses depois de desabamento de rocha

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São Filipe, 15 Set (Inforpress) – O troço de estrada nacional EN1-FG01, de Sumbango, que liga Mosteiros a São Filipe, via norte, foi reaberto hoje à circulação depois de três meses de interdição provocado pelo desabamento de rocha.

O anúncio da reabertura da estrada que liga a cidade de Igreja e o litoral dos Mosteiros à parte norte, foi feito pela ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva ao visitar o troço para se inteirar do avanço dos trabalhos para a desobstrução do anel rodoviário.

A titular da pasta das Infraestruturas disse que aquando do desabamento da rocha uma equipa de peritagem deslocou-se ao local para fazer a avaliação e concluiu que tinha fissuras no topo do maciço rochoso e que era necessária uma intervenção de fundo.

Assim, explicou, com base num trabalho técnico elaborado, a empresa realizou os trabalhos respeitando às orientações técnicas recebidas e neste momento, antes de anunciar a abertura da via (15 de Setembro), foi feita uma nova avaliação que aponta que a parte mais de risco já está ultrapassada e que as pessoas podem circular “sem receio”, já que a indicação dos peritos é de que a “rocha está consolidada e tem estabilidade”.

Questionada se a via está 100 por cento (%) segura, Eunice Silva disse que “nada é 100% seguro” mas a informação que tem neste momento é que o que se podia fazer está feito e “há garantia de que as pessoas podem circular tranquilamente”.

A abertura da via a dois dias do início do ano lectivo, de modo a poder permitir a circulação dos estudantes da zona norte, vai possibilitar a passagem controlada, porque as obras vão continuar, observando que desde o arranque dos trabalhos as autoridades tinham em mente o arranque do ano lectivo e “pressionaram” o empreiteiro para ter a situação resolvida neste período.

“Podíamos esperar para completar o trabalho na sua totalidade e reabrir a estrada, o que concluímos é neste momento foi a parte do talude, mas tem mais trabalhos a serem realizados como os muros de contenção e de protecção, cortinas para depois garantir a segurança de todo o troço e a sua pavimentação”, afirmou Eunice Silva.

A governante indicou que a segunda fase não implica a interdição da estrada no seu todo e vai haver passagem de forma controlada e, com raquetes à distância, os técnicos autorizam a passagem de carros para evitar passagem sem autorização em plena obra.

Com relação aos danos que a queda de grande quantidade de pedras e terra provocaram nas parcelas irrigadas de alguns moradores de Muro, Eunice Silva afirmou que deu orientação no sentido de que se deve assumir a responsabilidade com a situação criada.

“Junto com a câmara estamos a trabalhar para avaliar claramente qual o impacto que teve na vida das pessoas, até porque o murro de protecção vai arrancar na parte baixa, e aquilo que é da nossa responsabilidade vamos assumi-la”, concretizou.

As situações de emergência, segundo a ministra, são suportadas pela taxa de manutenção rodoviária, reconhecendo que a ilha não gera tanto dinheiro com a taxa rodoviária a ponto de suportar uma obra desta natureza, adiantando que esta intervenção, mais a de Campanas, custou “muito dinheiro”, cerca de 100 mil contos no espaço de um ano.

O presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, disse, por seu lado, que hoje é um dia de “regozijo e satisfação” para os mosteirenses, sobretudo para a população da zona norte, com a reaberta da estrada, fruto de um “trabalho partilhado” entre a empresa, o Governo e a autarquia.

Segundo o mesmo trata-se de uma “grande obra” e um “trabalho muito bem feito” e que chegou em boa hora tendo em conta a abertura do ano lectivo, mas também porque permite escoamento de produtos da cidade de Igreja para a zona norte.

Sublinhou que este período de interdição criou “estrangulamentos enormes” ao desenvolvimento económico desta parcela do território municipal, com prejuízos para comerciantes, mas também para os funcionários que tiveram de andar a pé grandes distâncias.

Sobre a zona baixa, Carlos Fernandinho Teixeira indicou que existem todas as condições para fazer intervenção, não sabe se é neste momento de as-água e com as plantações que lá estão ou mais tarde, defendo que é preciso fazer articulação com os proprietários de terrenos para garantir passagem até chegar onde estão as construções, o que é possível com apoio da empresa, Instituto de Estrada e câmara municipal.

Com relação aos horticultores, disse que se vai resolver a situação e que inclusive a edilidade já adquiriu equipamentos de irrigação, que estão nos Mosteiros, para quando toda a remoção de pedras e de terra estiver concluída poder começar a fazer as ligações de água para horticultores.

Os trabalhos para a desobstrução do troço de estrada nacional EN1-FG01, de Sumbango, iniciaram a 13 e Julho, cerca de um mês depois do desabamento de rocha, que deixou a zona norte dos Mosteiros isolado do litoral e da sede do município.

No período da tarde de sábado, 15, Eunice Silva deslocou-se a Chã das Caldeiras para visitar as obras de construção do troço de estrada Cova Tina/Portela/Bangaeira, numa extensão de 12 quilómetros, cujo lançamento da obra ocorreu na segunda quinzena de Junho.

Para além de visitar as obras, Eunice Silva, vai presidir à reunião mensal de acompanhamento do trabalho do gabinete técnico montado em Chã das Caldeiras, no âmbito da execução do projecto de desenvolvimento integrado de Chã das Caldeiras, inteirar-se da construção do jardim-de-infância e de outros projectos sociais que devem iniciar no futuro.

JR/AA

Inforpress/Fim

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