16 Novembro 2018

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PCA da PROEMPRESA diz que ilha do Fogo tem potencialidades e estranha ausência de candidatura de projectos (c/áudio)

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São Filipe, 11 Set (Inforpress) – O presidente do Conselho de Administração da PROEMPRESA afirmou hoje que a ilha do Fogo tem “potencialidades enormes” e manifestou estranheza pelo facto de não se ter apresentado, no ano transato, candidatura de projectos referentes a esta ilha.

Pedro Barros fez esta constatação hoje no acto de apresentação pública da Pro-Empresa (Instituto de Apoio e Promoção Empresarial) e seus programas e oportunidades de financiamento, cerimónia realizada na cidade de São Filipe, na ilha do Fogo.

Conforme explicou, a ilha do Fogo, juntamente com as de São Nicolau, Brava e Maio, foram as que não apresentaram projectos para financiamento no quadro do programa “Start Up Jovem” (modelo de início de emprego jovem) no ano passado, facto que, segundo disse, preocupa a instituição que dirige.

“Isso significa que há um problema de comunicação que precisa ser resolvido”, sublinhou.

Para Pedro Barros, ou os jovens não sabem que existe estas oportunidades e apoios fabulosos para desenvolver os seus projectos, ou “nós é que não estamos a fazer o nosso trabalho bem feito”, aproveitando realçar que é exactamente por esta razão que uma delegação da Pro-Empresa se deslocou à ilha do Fogo para falar com jovens, visitar as empresas com potencial para o crescimento e para expandir os seus negócios e informá-los da possibilidade de submeterem candidaturas quer a nível do Sturt Up Jovem quer a nível de outros programas de financiamento.

Conforme realçou Pedro Barros, o Start Up Jovem é um programa dirigido aos jovens, sobretudo aqueles que não têm emprego no sector público, possam ter oportunidades para desenvolver os seus negócios, criando empregos para eles e para outros jovens.

Entretanto, lembrou que a Pro-Empresa tem outros programas que gere financiamento para os menos jovens, como as pequenas, médias e grandes empresas e que durante a visita à ilha além de apresentar o Start Up Jovem, vai-se apresentar os outros projectos e convidar os empresários, promotores de projectos a se aderirem à instituição e solicitar apoio, notando que a Pro-empresa está disponível e muito interessada em dar o apoio para juntos combaterem o emprego que assola o país.

Na ocasião, o presidente do Pro-Empresa celebrou dois protocolos com as Camaras Municipais de São Filipe e de Santa Catarina, devendo um outro semelhante ser celebrado esta quarta-feira com a edilidade dos Mosteiros.

Pedro Barros, explicou, que as câmaras são instituições parceiras e constitui uma honra tê-las disponíveis para assinarem protocolos, contribuindo para o sucesso e contribuir para que se atinja os objectivos, observando que “se houver efectivamente um empenhamento das câmaras em ajudar a concretizar estes objectivos “teremos empresas a desenvolver actividades e a criar emprego e riquezas no Fogo”.

O edil de São Filipe, Jorge Nogueira, disse a esse propósito, se tratar de um instrumento e de um programa valioso, sobretudo para uma franja da população que está muito precisada, os jovens, indicando que o Start Up Jovem, por aquilo que pode proporcionar aos jovens na formação do seu negócio, da sua empresa, no financiamento, é um instrumento precioso para facilitar a vida a esses jovens que são, na maioria, recém-formados e não tem experiência para montar um plano de negócio.

Pediu, no entanto, que se evitasse formalismos, burocracias e as dificuldades com que se depara actualmente na obtenção do crédito, tendo apelado aos jovens para aproveitar as oportunidades, informando que para isso a Câmara se disponibilizou, para através da vereadora da área, um técnico para acompanhar essa procura e a montagem do tal negócio.

Por seu turno, o edil de Santa Catarina, Alberto Nunes, considerou se tratar de “uma porta aberta para os jovens do seu município e da ilha”, admitindo que é necessário agora divulgar o conteúdo para as pessoas e informar os jovens para que estejam bem informados e serem mais ousados.

Segundo o mesmo os programas devem constituir instrumentos para mudança de paradigma e quebrar a ideia do apoio e do assistencialismo para que as pessoas passam passar para outro estádio, que é o do empreendedorismo, emprego e luta para ter uma vida digna.

Durante a apresentação do programa e das oportunidades de financiamento, os operadores económicos da ilha solicitaram informações adicionais, nomeadamente a questão relativa aos sectores contemplados e o seu alargamento a outros como o de fruticultura, questões que mereceram esclarecimentos por parte dos responsáveis da Pro-Empresa.

Esta quarta-feira a instituição prossegue a campanha de apresentação dos programas no município dos Mosteiros, onde vai assinar também um protocolo de parceria com a edilidade local.

JR/FP

Inforpress/Fim

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