20 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo: Casa Materna dispõe das condições para acolher um pólo de formação superior após a reabilitação

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São Filipe, 02 Set (Inforpress) – O edifício da Casa Materna, construído há mais de meio século, e o Centro Caquéctico, construído nos anos 80 do século passado, propriedades da diocese, passa a dispor das condições para acolher um pólo de formação superior.

O pároco da Nossa Senhora da Conceição, padre Lourenço Moreira, mentor da obra de reabilitação do complexo que custou cerca de 36 mil contos, disse após a reinauguração da reabilitação que a ideia que deixa e partilha com novo pároco que o vai substituir vai no sentido de este espaço ser um lugar de formação, nomeadamente de um pólo universitário, já que o mesmo tem condições para tal e a ilha do Fogo tem necessidade de um pólo para formação superior.

Na área social, a Casa Materna tem um papel na formação humana, tendo em conta o número de jovens que por causa das suas condições financeiras não possam dar continuidade aos seus estudos, sublinhando que a Casa Materna pode servir de uma alavanca para esses jovens prosseguir os estudos e ter uma formação.

O padre Lourenço Moreira, que esteve 10 anos na paróquia da Nossa Senhora da Conceição, primeiro como padre e depois assumindo a paróquia, disse que o espaço estava degradado e abandonado, com muito lixo e não se sentia bem, a qualidade de pároco, já que se trata do espaço para encontros, indicando que “quando o ambiente não é convidativo perde-se o entusiasmo”, facto que levou a lançar um desafio a si próprio e aos paroquianos que contribuíram para a reabilitação de todo o espaço.

Com relação à parte exterior, que foi transformada numa espécie de praceta, este disse que a ideia foi de “dar rosto à Casa Nova que não tinha entrada e frente”, explicando que antes a entrada era num beco e foi necessário dar rosto e mais dignidade ao edifício.

“Foi um desafio e com pouco financiamento, sempre a pensar como poder mobilizar meios e com algum stress pelo meio devido a obra que não avança, o ter de começar de novo porque a reabilitação não foi fácil”, confessa o padre Lourenço Moreira que a partir do dia 09 deixa a Paroquia para frequentar uma formação em Portugal em direito canónico, observando que aquilo que não fez o meu colega vai dar continuidade.

Em relação à sua passagem pela paróquia disse que deixa a ilha com a consciência tranquila, mas salienta que a missão de evangelizar nunca tem um fim, por ser algo que precisa fazer sempre, porque há pessoas que são chamadas para evangelizar.

Em termos físico, além da reabilitação da Casa Materna e do Centro Caquéctico, também denominada de “Casa Nova”, padre Lourenço com apoio da comunidade emigrada nos Estados Unidos da América iniciou as obras de reabilitação da capela de São José na localidade de Coxo, centro do município de São Filipe, uma obra que o seu sucessor vai dar continuidade.

A reabilitação dos dois blocos de edifícios, consistiu na transformação da parte traseira da Casa Materna e no antigo espaço verde numa espécie de praceta, remodelação do pátio com substituição da calçada por pavés, substituição da cobertura das instalações de Casa Materna (telha de fibrocimento e com material cancerígena para telha luso), pintura, reparação do espaço como instalações sanitárias, substituição das portas, janelas, melhoria do piso, de entre outras.

Só para a cobertura em telha, a Paroquia adquiriu pelo menos 12 mil telhas, sem contar com a madeira para as várias salas que compõe este edifício

A Casa Materna foi construída pelo Padre Camilo Torassa em meados de 1966/67 e contribuiu para formação de várias gerações de Foguenses, pois neste espaço funcionou o primeiro jardim infantil, escola primária, ciclo preparatório (1968/69) e foi ai que nasceu a primeira escola secundária da ilha, já o centro caquéctico foi construído nos meados de 1980, igualmente no reinado de Padre Camilo.

JR

Inforpress/Fim

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