21 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Padre Camilo Torassa morre aos 89 anos na cidade e ilha que adoptou como a segunda pátria

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São Filipe, 10 Ago (Inforpress) – O padre Camilo Torassa, nascido em Itália a 17 de Outubro de 1929, faleceu esta tarde, aos 89 anos, no hospital regional São Francisco de Assis, onde estava hospitalizado há três dias.

Camilo Torassa, que adoptou a cidade de São Filipe e a ilha do Fogo como a segunda pátria, entrou para os Capuchinhos aos 18 anos (1947) e a 21 de Fevereiro de 1954 ordenou sacerdote e em Dezembro do mesmo ano apresentou aos superiores o seu pedido para vir trabalhar em Cabo Verde.

Depois da ordenação, passou mais três anos em Itália como professor no seminário e dois anos em Portugal, tendo chegado a Cabo Verde a 30 de Janeiro de 1960 (data de desembarque em S.Vicente) para depois rumar à ilha do Fogo, tendo passado dois anos na paróquia de São Lourenço, que, por coincidência, celebrou hoje o seu patrono, antes de assumir a Paroquia de Nossa Senhora da Conceição, onde permaneceu durante 31 anos (Setembro de 1961 a Julho de 1992), tendo sido também pároco de Santa Catarina.

Durante o período em que geriu a paróquia, além do trabalho espiritual, o padre Camilo realizou um conjunto de acções que contribuíram para formação de várias gerações, como a construção da Escola ou Casa Materna (66/67) , e onde funcionou o primeiro jardim infantil, escola primária e onde nasceu a primeira escola secundária da ilha, o Centro Caquéctico João Paulo II, as capelas de Cabeça Monte, Monte Largo, Chã das Caldeiras (consumidas pelas lavas da ultima erupção), duplicou a capacidade da casa paroquial.

No domínio do desporto e da cultura, Camilo foi co-fundador da equipa de Juventude de São Filipe e do extinto grupo de teatro de São Filipe “Chuva Brava”, além de vários outros trabalhos de cariz social.

Além da ilha do Fogo, desempenhou as funções de pároco em S:Vicente (1992) e depois na ilha Brava a partir de 2002, sendo que há alguns anos que se encontrava nas instalações do lar de idoso Madre Teresa de Calcutá.

Em 2017, por ocasião do centenário das festas da bandeira de São Filipe, a edilidade prestou-lhe homenagem, tendo edil, Jorge Nogueira, entregando as chaves da Cidade em sinal de reconhecimento a contribuição que deu para o desenvolvimento do município e da ilha do Fogo.

Na altura, Jorge Nogueira classificou o padre como “cidadão foguense e de São Filipe”, para, usando as suas palavras para não dizer que a “cidade é do Padre Camilo”, por ser uma figura impar da história de São Filipe.

Pessoas próximas do padre Camilo asseguraram a Inforpress que o funeral ainda não tem data marcada, já que depende de chegada de seus confrades, familiares, amigos que de certeza vão querer marcar presença no adeus a esta figura tão conhecida e amada em toda a ilha do Fogo.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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