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Ilha do Fogo: Estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros pedem mais respeito do conselho de administração da Enapor

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São Filipe, 18 Jul (Inforpress) – Os estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros, que hoje manifestaram pelas ruas da cidade de São Filipe, pedem mais respeito quer do conselho de administração da Enapor como da chefia do porto.

A manifestação, que acontece pouco mais de quatro meses da realização de uma outra, deve-se, segundo o delegado sindical José Tavares, à situação laboral neste porto que classifica de “muito gritante para os trabalhadores” e com essa iniciativa os estivadores pretendem pedir mais respeito quer do conselho de administração da Enapor como da administração local do porto.

Este disse que no passado mês de Março teve, na qualidade de delegado sindical, um encontro com a direcção da Enapor para discutir alguns assuntos que estavam a preocupar a classe, indicando que na sequência o conselho de administração mandou oito trabalhadores para a junta médica e recrutou outros oito trabalhadores suplementares para ocupar os lugares.

Segundo o mesmo, dos oito trabalhadores enviados à junta médica apenas quatro foram enviados para casa e outros tantos regressaram ao trabalho, mas em contrapartida a administração do porto manteve os oito trabalhadores suplementares quando devia manter apenas quatro, facto que motivou a nova manifestação.

Os estivadores exigem com isso a reposição da justiça e caso o conselho de administração não proceda neste sentido os estivadores não descartam recorrer ao tribunal para a reposição da justiça.

Os estivadores que se concentraram na praça defronte à edilidade de São Filipe, quiseram também demonstrar ao edil o descontentamento com a situação laboral, mas também exigir na administração do porto uma pessoa “competente”.

Igualmente exigem a presença da Inspecção Geral do Trabalho para acompanhar a situação no porto de Vale dos Cavaleiros, onde, segundo os estivadores, há pessoas a trabalhar “de forma clandestina” sem quaisquer descontos legais, inclusive para a previdência social.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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