19 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Índice de utilização de métodos contraceptivos pelas adolescentes é baixo e reflecte na estatística de gravidez precoce

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São Filipe, 13 Jul (Inforpress) – O índice de procura e utilização dos métodos contraceptivos no município de São Filipe (Fogo) por parte das adolescentes é baixo e tem reflectido na estatística de gravidez na adolescência, disse a delegada de Saúde, Joana Alves.

No quadro da comemoração do Dia Mundial da População que se assinala a 11 de Julho, e cujo tema proposto pelas Nações Unidas é “o planeamento familiar é um direito humano”, a delegacia de Saúde promoveu hoje uma conversa aberta com os adolescentes e jovens de São Filipe à volta do planeamento familiar e os métodos existentes.

Para a delegada de Saúde de São Filipe, no que se refere a planeamento familiar e uso de métodos contraceptivos, há uma situação triste, porque, explica, as adolescentes não procuram os serviços e métodos, ao contrário do que acontece com os jovens e mulheres adultas.

Nestas faixas etárias, acrescentou, regista-se um “bom número” de procura e de uso dos métodos disponibilizados pelos serviços como pílulas, implante, DIU, assim como de jovens rapazes que procuram os serviços para buscarem preservativos.

“Temos uma falha na adolescência que precisamos sensibilizar para que possam procurar os serviços de Saúde Reprodutiva”, disse a delegada de Saúde de São Filipe, indicando que há um dia de semana, as quartas-feiras, que é dedicado exclusivamente às adolescentes, tanto para planeamento como para atendimento pré-natal e outras actividades dedicadas a esta camada, apelando-as para que não se sintam envergonhadas em procurar este serviço.

Segundo a mesma fonte, a problemática de gravidez na adolescência é relativamente grande para esta camada populacional e pelo número de população do município, e por isso considera que é uma “situação preocupante” e que precisa inverter.

Sobre as eventuais causas da não procura pelas adolescentes dos serviços de Saúde Reprodutiva, Joana Alves aponta como motivo o facto da “sociedade falar demais e a vergonha de serem vistas nestes serviços”, porque a informação chega com relativa facilidade à casa da adolescente e todos começam a falar sobre a vida sexual, embora todos saibam que a vida sexual agora está sendo iniciada cada vez mais cedo.

Para a delegada de Saúde, os próprios pais devem falar com as filhas, orientá-las e sem esconder nada porque depois pode surgir uma gravidez indesejável ou uma doença sexualmente transmissível, o que é mais complicado, observando que no século XXI a sociedade deve estar mais aberta já que as adolescentes de 15 anos, na maioria das vezes, já têm a vida sexual activa e devem ser orientadas.

Segundo a mesma, os pais podem acompanhar as filhas ao serviço de Saúde Reprodutiva, obter informações porque, explica, existem métodos que as adolescentes não podem utilizar por não serem aconselháveis e que antes das decisões em relação à utilização dos métodos devem solicitar informação e consultar os serviços.

Na conversa aberta com os adolescentes e jovens de São Filipe à volta do planeamento familiar, a delegada de Saúde e o staff ligado à saúde reprodutiva, abordou o tema proposto para este ano para o Dia Mundial da População para demonstrar que todas as mulheres têm direito a planeamento familiar, não só para prevenir a gravidez, mas para planear a sua família, se proteger das doenças sexualmente transmissíveis que mais não é do que um direito da mulher e do próprio ser humano, segundo Joana Alves.

Depois da conversa aberta, as actividades relativas ao Dia Mundial, que foi adiado por outros compromissos da delegacia de Saúde, prosseguem sábado no bairro de Cobom com feira de saúde para informar a comunidade e a população que não pôde estar presente na conversa dos métodos contraceptivos, a sua utilização e sobre o planeamento familiar enquanto direito humano.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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