16 Novembro 2018

Video Notícias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8

Ilha do Fogo: Estrada de Sumbango estará transitável antes das festas do município dos Mosteiros – responsável

  • PDF
Partilhar esta notícia

São Filipe, 06 Jul (Inforpress) – Os trabalhos para a desobstrução do troço de estrada nacional EN1-FG01, de Sumbango, vão iniciar na próxima semana e serão concluídos antes das festividades do Dia do Município dos Mosteiros, que se celebra a 15 de Agosto.

A garantia foi dada pelo presidente do Conselho Directivo do Instituto de Estradas (IE), Eduardo Lopes, que visitou, quarta-feira, o troço e reuniu-se com a edilidade para explicar os motivos da não intervenção ainda para a remoção dos materiais provocados pelo “movimento de massa complexo” designado de desabamento de rocha, assim como da sua interdição.

Desde o início da ocorrência, explicou, o IE não esteve parado, mas a trabalhar no diagnóstico, avaliação, caracterização, quantificação, valorização e na preparação para uma intervenção segura, notando que “há dificuldades na mobilização de meios adequados para este trabalho a nível da ilha, o que levou o seu recrutamento fora da ilha” para garantir a segurança das pessoas.

A equipa técnica do IE, que no passado mês de Junho efectuou uma visita ao troço, constatou que as causas do movimento de massa complexo podem ser uma ou a conjugação de vários factores e que há quedas cada vez mais com maior frequência.

“Numa estrada tipicamente de montanha e com as características como a de Sumbango, a origem do movimento de massa complexo pode ser provocada pela humidade, temperatura, vento, ruido, sismo, estrutura geológica do maciço, a utilização de explosivos durante a fase da sua construção que provoca instabilidade do talude”, disse Eduardo Lopes, indicando que a estrutura geológica é composta por camadas alternadas de basalto, jorra e piroclástico, constituindo uma textura incoerente e pouco coesa, sendo que apresenta várias fendas na parte superior.

O responsável do IE garante que a máquina giratória que está sendo adaptada na Cidade da Praia para este tipo de intervenção chega a ilha no dia 13 de Julho e é transportada numa plataforma até ao local, devendo, no máximo de dois dias, chegar a parte de cima do talude para iniciar a intervenção.

Os trabalhos, afirmou, vão começar na “crista” do talude, para, de forma programada, provocar a queda da rocha, respeitando todos os requisitos de segurança, e só depois avançar com intervenção na plataforma e a sua limpeza, advogando que o Instituto não quer limpar apenas por limpar sabendo que haverá probabilidade de novas quedas.

Durante a visita ao local, o presidente do IE assistiu ao desabamento e, por isso, afirmou que está mais convencido da necessidade da interdição da estrada até a realização dos trabalhos, observando que “a questão de segurança não pode ser menosprezada”, num talude com 45 metros de altura e que apresenta múltiplas fendas.

Eduardo Lopes indicou que há duas medidas neste momento, uma urgente e imediata, porque a situação tem causado algum constrangimento à população, e deve ser prioritária, e a outra de longa duração, sublinhando que o IE encomendou um estudo de um especialista na área de geologia, que deve ser entregue no próximo dia 15 de Julho e que vai indicar as intervenções futuras e definitivas.

Como medida urgente o IE vai avançar com intervenção na parte de cima do talude e depois a limpeza da plataforma para permitir a circulação.

“A intervenção não deve parar pelas medidas de urgência porque podem revelar-se insuficiente para garantir a estabilidade e há necessidade de soluções mais definitivas e duradouras”, referiu Eduardo Lopes, acrescentando que nesta fase pode-se recorrer a introdução de elemento estruturantes como “ancoragens e pregagens”, “construção de murros de contenção”, “aplicação de rede metálica de dupla ou tripla torção ou projecção de argamassas ou betão”, cenários que serão definidos no estudo encomendado que traz, igualmente, a quantificação de custos para cada cenário, cabendo as autoridades optar pelo melhor cenário.

“Sumbango está identificado como uma estrada vulnerável e o IE vai tentar normalizá-la”, disse aquele responsável, que repassou essas informações à edilidade dos Mosteiros, uma parceira do Instituto, e que em conjunto devem encontrar solução que dá mais tranquilidade aos agentes rodoviários que utilizam a estrada.

Segundo Eduardo Lopes a intervenção não está quantificada porque tratando de uma situação decorrente de fenómeno natural, não estava orçamentada, mas tranquilizou a população de que o IE vai mobilizar recursos para a sua concretização.

JR/CP

Inforpress/Fim

Leia ainda - Artigos mais recentes: