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Temos que começar a trabalhar de forma articulada para o período pós-erupção – Presidente da República

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Actualizado a 20/12/2014, 20:44 São Filipe, 20 Dez (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, defendeu hoje que as autoridades devem começar já a trabalhar, de forma articulada, para o período pós-erupção na ilha do Fogo, mesmo que os danos ainda não possam ser contabilizados. Em declarações à imprensa, no final da visita que efectuou à frente das lavas no Ilhéu de Losna e Bangaeira, em Chã das Caldeiras, Jorge Calos Fonseca disse que nesta sua segunda deslocação à ilha desde início da erupção vulcânica, notou que ainda há pequenos avanços das lavas nessas localidades, juntamente com a destruição de colheitas, terrenos agrícolas, casas e empreendimento industrial. “Continuando a erupção vulcânica, a dimensão dos danos não pode ser calculada com muita exactidão, mas sobretudo devemos começar já a trabalhar todos, de forma articulada, para o período pós-erupção”, considerou. No entender do Presidente da República, a mobilização dos recursos internos e externos de uma forma sistematizada, coordenada e organizada, devem continuar, para que este fenómeno, cujo impacto ainda não é totalmente previsível, seja enfrentado. Segundo o Chefe de Estado, em situação de catástrofe nacional, o seu papel deve ser de, numa cooperação positiva com o Governo e as câmaras municipais, ajudar a encontrar soluções, assim como encontrar meios para o apoio às populações mais afectadas. “Ou seja, devem ser encontrados mecanismos de compensação a quem perdeu o seu meio de vida, formas de atenuar as dificuldades, de recomeçar uma nova vida, inclusivamente, na criação de condições que permitam retomar as actividades normais e económicas das mesmas”, afirmou. Jorge Carlos Fonseca contou que é nesta perspectiva que tem insistido que,  para além de serem ouvidos os técnicos, cientistas, autoridades políticas e municipais, que é “sempre bom” ouvir também as populações, os empresários, agricultores e criadores de gado que têm as suas ideias e visões que devem ser avaliadas e ponderadas. Antes de visitar a frente das lavas, o Presidente da República passou pelo Centro de Acolhimento de Achada Furna para os desalojados de Chã das Caldeiras, onde deixou palavra de conforto na esperança que “dias melhores virão”. A erupção do vulcão na ilha do Fogo, que se iniciou a actividade a 23 de Novembro, continua a fazer estragos, e na noite desta sexta-feira, a frente de lava que se dirige de Monte Saia para Ilhéu de Losna destruiu uma adega de vinho, cortou a estrada alternativa entre Cova Tina e Portela e consumiu uma vasta área de cultivo. DR Inforpress/Fim  
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