19 Julho 2018

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Mexer com Amílcar Cabral é mexer com o símbolo maior da nossa luta pela independência – Pedro Pires

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Cidade da Praia, 05 Jul (Inforpress) – O comandante Pedro Pires manifestou hoje a sua satisfação pelo facto de a Câmara Municipal da Praia ter recuado com a sua decisão inicial em transferir a estátua de Amílcar Cabral e o memorial para a rotunda conhecida por “homem de pedra”.

Combatente da Liberdade da Pátria e antigo Presidente da República, Pedro Pires considera se tratar de “uma decisão sábia”, sustentando que a ideia de deslocalizar a estátua de Cabral do memorial para a rotunda “não tinha sustentação”.

“Por isso, regozijo-me com a ideia do autarca em “deixar ficar as coisas como estão”, enfatizou.

De acordo com Pedro Pires, “há um elemento de extrema importância que as pessoas por vezes não dão atenção, que é o símbolo e o simbolismo. Mexer com Amílcar Cabral, com a sua estátua e com o seu memorial é mexer com o símbolo maior da nossa luta pela independência”, alertou, sublinhando que Cabral “tem um valor máximo para afirmação de Cabo Verde dentro e fora do País”.

Lembrou, por outro lado, que a questão não se resume a Cabo Verde, sustentando que Amílcar Cabral tem uma projecção africana e internacional que deve ser tido em conta, razão por que, sublinhou, “este recuo se afigura como uma decisão excelente que deixa aos Combatentes da Liberdade da Pátria e a todos tranquilos”.

Em relação ao 43º aniversário da Independência Nacional, Pedro Pires, que também assumiu as funções de primeiro ministro, durante a Iª República, disse que o marco simboliza “um tempo bastante para crescer e transformar o próprio País”.

Lembrou, no entanto, que “o País de 75 não é o de hoje, está diferente, infraestruturado, mas tem ainda o desafio de ganhar a sua viabilização”.

Reconhece que enquanto combatente para a independência nas matas da Guiné era extremamente complicado prever o futuro, porque tudo partia da independência, mas entende que a obra conseguida até agora “é relativamente boa e que os cabo-verdianos devem estar orgulhosos disto”.

Entretanto, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca havia alertado pela necessidade de se preservar “com sentido de responsabilidade e dignidade o memorial daqueles que representam muito para a nossa nação”.

Jorge Carlos Fonseca fez essas considerações em declarações hoje à imprensa no âmbito da cerimónia de deposição de flores ao memorial Amílcar Cabral.

Segundo realçou na ocasião, “esta é uma cerimónia atravessada pelo simbolismo político através da figura de Amílcar Cabral e a todos os que lutaram de uma forma ou de outra para que o país conseguisse a 5 de julho de 1975 obter a soberania nacional e integrar a comunidade das nações independentes”.

A respeito da ideia de se movimentar a estátua, Jorge Carlos Fonseca, disse ainda que já “somos um país maduro e ambas as partes interessadas, podem com serenidade e tranquilidade apresentarem os seus argumentos, objetivos, propósitos e discutir para que de forma pacífica possam chegar a um entendimento e uma solução que se mostre mais adequada e razoável”.

SR/MC/FP

Inforpress/Fim

 

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