22 Março 2019

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Governo e mitigação da seca no Fogo: PAICV considera um desrespeito para com a população o balanço do «fracassado plano» feito pelo Primeiro-ministro

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A Comissão Política Regional do Fogo do PAICV convocou, hoje, a imprensa para contestar aquilo que considera ser uma falta de respeito por parte do Governo para com a população do Fogo, em particular os seus agricultores e criadores de gado. Em causa está o balanço que o Primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, fez sobre a implementação do Programa de Emergência para a Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola, na ilha do Fogo.

«Só um Primeiro-ministro desatento e insensível com os reais problemas que assolam sobretudo os nossos agricultores e criadores, pode, numa clara tentativa de ludibriar a opinião pública, exibir o sucesso na implementação desse programa de mitigação, que em nosso entender, só permitiu inaugurar um novo estágio das FAIMO em Cabo Verde, isto se levarmos em conta, a matriz assistencialista que a suporta», diz o vice-presidente da CPR Flávio Vieira.

Para a liderança do maior partido da oposição no Fogo, o cenário por que passa a ilha do Fogo não é díspar do cenário nacional, que é no mínimo dramático e muito preocupante. «As dificuldades vividas pelos agricultores e criadores do Fogo também não são diferentes dos demais agricultores e criadores do país, num contexto de seca violenta e mau ano agrícola, mas, acima de tudo, marcado pela letargia do atual governo e a ausência de medidas de políticas consistentes e assertivas para pôr cobro aos seus efeitos».

Falvio Vieira alerta que é hora de «Korda Cabo Verde», dndo um basta à frma como o actual governo vem tratando os dossiês da ilha do Fogo. «Repudiamos piamente toda e qualquer tentativa de insulto e menosprezo deste governo para com as gentes do Fogo e os seus problemas. É tempo de darmos um BASTA à forma como a atual maioria vem tratando os dossiers da ilha, relegando-os sempre para um plano subalterno, no rol das prioridades nacionais».

Falhanço do plano de emergência

O dirigente tamborina conclui que a implementação do Programa de Emergência para a Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola na ilha falhou em todas as suas vertentes e os resultados são um fracasso em todos os municípios. « Se por um lado, dos mais de 200 mil vales-cheques distribuídos apenas 10% (que corresponde a 20 mil) foram usados na aquisição da ração animal, por outro lado, a sua escassez frequente nos mercados locais e a sua má qualidade, a dizimação do gado pelos cães vadios ante a impotência das autoridades, têm sido as principais frustrações dos nossos criadores, que não veem outra solução senão a de sacrificar os animais».

Vieira ilucida que, no setor agrícola, a penúria da falta de água para a rega e a falta de apoio técnico no combate às pragas, não obstante às reivindicações reiteradas dos agricultores, não tem havido vontade política da atual maioria em resolvê-los no imediato. «A falta de emprego público, sobretudo nas cidades, é gritante e os jovens, que são o nosso principal ativo de desenvolvimento, frustrados e sem esperanças, procuram na migração melhores condições de vida, ante o descompromisso do Sr. 1º Ministro em garantir empregos qualificados e bem remunerados aos nossos Jovens», acrescenta.

O vice-presidente da CPR do PAICV Fogo conclui que um governo que prima pela transparência e «accountability» sabe que a avaliação do impacto das políticas públicas é feita em função de uma panóplia de indicadores e instrumentos de medição criados para o efeito, e «não em função da propaganda política demagógica».

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