26 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Situação no troço de estrada EN1-FG01 de Sumbango “é complexa e cenários só após a avaliação” – ministra

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São Filipe, 21 Jun (Inforpress) – A ministra das Infra-estruturas considerou hoje que a situação do troço de estrada de Sumbango, que liga Mosteiros a São Filipe, via norte, é complexa e os cenários possíveis para a resolução definitiva serão encontrados após a avaliação técnica.

Eunice Silva, que se deslocou esta manhã ao troço para constatar a situação, afirmou que o Governo está determinado em encontrar uma saída, que não é de curto prazo, porque, segundo explicou, o cenário requer tempo para a sua resolução.

“Vamos avaliar todas as opções técnicas e os cenários, assim como os custos, e, dentro das soluções possíveis, ver aquela que é a mais sustentável, tanto para o Governo como para a população local”, disse a ministra das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, que, por ora, descartou a possibilidade da solução definitiva passar pela construção de um túnel.

“Túnel não pode ser, por ora, porque estamos a falar de uma ilha vulcânica, a antiga estrada como alternativa não está descartada, mas terá de ser avaliada, Não podemos confirmar nada”, disse a governante, reconhecendo que a intervenção requer avultados investimentos.

A visita da ministra coincidiu com a de um grupo de técnicos de várias especialidades, do Instituto de Estradas (IE) e de outras instituições que o ministério solicitou apoio, nomeadamente de especialistas portugueses, para avaliar, conjuntamente, a situação.

Eunice Silva anotou que a preocupação maior neste momento é garantir a segurança das pessoas que estão a trabalhar, indicando que os trabalhos devem iniciar a montante, depois de analisada a situação na parte de cima, porque está-se a falar de uma rocha, de um talude com mais de 150 metros e não há controlo daquilo que está lá em cima.

“É preciso criar condições seguras para que a equipa técnica possa trabalhar”, afirmou a governante, indicando que, até lá, a estrada continua interditada e sem circulação e pediu a compreensão das pessoas.

O tempo para execução dos trabalhos, segundo Eunice Silva, não depende do ministério e só depois de avaliação terão os cenários de intervenção, inclusive cenários alternativos.

O vogal executivo do Instituto de Estradas (IE), Carlos Filipe Silva, que chefia a equipa técnica que vistoriou o local, disse tratar-se de uma situação “muito complexa” e que desde sexta-feira e madrugada de sábado, altura em que se registou um grande desabamento, a via está interditada.

O responsável fez saber que o IE tentou no sábado passado remover o material mais não foi possível devido a segurança, já que registava e ainda regista queda de material.

“Após a visita da equipa técnica vai-se trabalhar para ter as condições seguras para remover o material”, disse Carlos Silva, observando que, primeiro, vai-se fazer intervenção a montante do talude, de forma segura para garantir a queda controlada de material e, numa segunda etapa, proceder a remoção de material e reposição da via que ficou destruída com o desabamento da rocha.

O vogal executivo do IE informou que nos trabalhos, que devem iniciar o quanto antes, a empresa executora vai utilizar cordas, anéis e outros materiais de segurança, para garantir as condições de segurança aos trabalhadores, asseverando que até haver condições de segurança mantem-se a proibição de circular nesse troço.

Carlos Silva indicou que existem fendas na parte superior que colocam a rocha numa situação instável, razão pela qual ainda não se começou a remoção dos materiais, porque, havendo vibração, vai provocar a queda de mais materiais pondo em causa a questão de segurança.

“Queremos liberar a circulação o quanto antes”, disse Carlos Silva, indicando que a situação é das mais complexas registada a nível do país, tendo destruído um terço da via (largura) e cerca de 50 metros de cumprimento, danificação da rede eléctrica, conduta de água para rega, e “não há condições de segurança para trabalhar, neste momento”, o que vai ser criada para proceder com os trabalhos.

JR/CP

Inforpress/Fim

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